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Petróleo perde mais de 3 dólares em NY e Londres

Os preços do petróleo caíram esta terça-feira em Nova York e Londres, com o barril de referência perdendo mais de 3 dólares, num mercado influenciado pelos problemas da dívida soberana na Europa e pelo fortalecimento da moeda americana.

No New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril de West Texas Intermediate (designação de “light sweet crude” negociado nos EUA) para entrega em junho, fechou em 82,74 dólares, uma queda de 3,45 dólares em relação à segunda-feira. No InterContinentalExchange de Londres, o barril de Brent do Mar do Norte com igual vencimento perdeu 3,27 dólares, a 85,67 dólares. “Os temores sobre as dívidas soberanas na zona euro criaram um efeito de contágio em numerosos mercados financeiros, entre eles os de ações e de matérias-primas”, explicou Jason Schenker, da Prestige Economics.

Esta terça-feira, os mercados foram abalados por persistentes temores sobre os déficits orçamentários da Grécia, mas também de outros países da zona euro, entre eles Espanha. O país é vítima de rumores sobre a necessidade de recorrer à ajuda financeira internacional. Consequentemente o euro caiu, em benefício do dólar, descendo brevemente a marca dos 1,30 dólares, seu nível mais baixo em um ano.

Cotado na moeda americana, o barril de petróleo perdeu seu atrativo para os investidores que investem em outras moedas. “Teremos um nível de volatilidade significativo enquanto os investidores tentam acalmar os temores sobre as dívidas soberanas e a recuperação econômica”, estimou Jason Schenker.

Mesmo que a apreensão sobre a dificuldade das entregas de petróleo por via marítima no Golfo do México diminua, as inquietudes a longo prazo aumentam, já que a explosão da plataforma petroleira Deepwater podem comprometer a exploração marítima, afirmou Phil Flynn, da PFG Best Research. E acrescentou que “os dados de atividade industrial foram um pouco decepcionantes”. As notícias ofereciam uma “dupla sanção para o petróleo”, resumiu Jason Schenker.

“Os temores mundiais (sobre o crescimento) criam um risco de queda em termos de demanda de petróleo, e o medo sobre as dívidas soberanas na Europa contribui para apoiar o dólar, o que também é um risco de queda para os preços do petróleo”, concluiu o analista.

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