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Pessoas de boa vontade contribuem para construção de rampa em escola privada na Beira

A menina Aisling Binda encontra-se afastada da Beira International Primary School(BIPS)há 307 dias, contando até esta Segunda-feira, 21 de Novembro. Os seus estudos foram interrompidos naquela escola de ensino privado, localizada no Macúti e maioritáriamente frequentada por crianças de pais privilegiados na cidade da Beira, devido a sua condição física que não permite ter acesso a sua nova sala de aulas no primeiro andar.

Ela sempre frequentou aquela escola e durante o tempo todo a sua turma esteve nas salas do rés-do-chão. Este ano, entretanto, por força da transferência da escola para novas instalações, a turma dela passou para o primeiro andar e a direcção da escola pouco, se não mesmo nada, fez para proteger a situação da menina, compreendendo que ela não reunia condições físicas para frequentar uma turma cujo acesso passa por subir escadas.

A direcção da escola ignorou todos os apelos feitos pelos pais da menina, incluindo da direcção provincial da Educação de Sofala e demais entidades no sentido de criarem condições que facilitassem a vida da menina. Uma das facilidades que se exigia passava simplesmente por encontrar formas de colocar a turma da menina numa sala do rés-do-chão.

Qualquer um pode perceber que a escola tomou uma posição prejudicial à menina Aisling Binda, ao colocar a sua turma numa sala do primeiro andar sabendo que ela é portadora de deficiência física. Isso gerou uma escalada onda de protestos à escola e bastante solidariedade à menina Aisling Binda.

Foi na sequência dessa bastante solidariedade, igualmente manifestada pelo “O Autarca”, que os pais da menina Aisling Binda, com o patrocínio da Procuradoria Provincial de Sofala, conseguiram mobilizar contribuição de pessoas singulares e colectivas moçambicanas e estrangeiras para construção de uma rampa que vai dar o primeiro andar do edifício da escola.

A rampa, uma estrutura cem por cento metálica, começou a ser construída no passado dia 7 de Novembro, com previsão de estar concluída no prazo de três semanas.

A sua construção, a custo zero para escola, refira-se, não só vai beneficiar a menina Aisling Binda, como as demais crianças com deficiência física que estudam ou pretendam estudar naquela escola.

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