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Pescamar vai indemnizar os marinheiros do “VEGA 5” até Junho

A empresa pesqueira hispano-moçambicana, Pescamar, que operava a embarcação “Vega 5”, sequestrada por piratas somalis em Dezembro de 2010, comprometeu-se a indemnizar, até Junho do corrente ano, os 12 sobreviventes, reporta o jornal “Notícias”, na edição da Quinta-feira.

Segundo o porta-voz dos sobreviventes, Lucas Chiremba, numa reunião havida entre o grupo e a empresa, foi acordado o pagamento duma recompensa pelo tempo em que estiveram reféns dos piratas somalis, sob todas as ameaças e riscos, sobretudo de perder a vida, para além de terem ficado muito tempo longe das suas famílias para as quais eles são a principal fonte de renda.

Na reunião conjunta, os 12 tripulantes assinaram uma acta com os directores provinciais de Trabalho e de Pescas de Sofala, administrador marítimo local e o advogado da Pescamar, que indica o mês de Junho como limite para “extinguir o conflito”.

“Na última reunião que tivemos concordou-se em se proceder ao pagamento da recompensa até Junho, embora sem data definida, mas a Pescamar ainda não tinha assinado a acta da reunião. Agora, já assinou e aguardamos o seu cumprimento”, disse.

Contudo, ainda falta apurar o valor da recompensa que será pago a cada um dos tripulantes, mas sabe-se que os mesmos exigiam um montante de 150 mil meticais (um dólar equivale a cerca de 27,6 meticais) por pessoa.

Refira-se que o “Veja 5” fora sequestrado ao largo da costa da província meridional de Inhambane, quando transportava na altura 24 tripulantes, dos quais 19 moçambicanos, três indonésios e dois espanhóis.

Deste grupo sete moçambicanos e dois indonésios perderam a vida durante a troca de tiros havida entre os piratas e a Marinha de Guerra da Índia em Março de 2011 no Mar Arábico, que resultou no resgate do barco e 13 membros da tripulação (12 moçambicanos e um indonésio).

Os dois espanhóis continuaram em terra na Somália, tendo sido, posteriormente resgatados. Os tripulantes permaneceram em cativeiro durante um período de três meses, tendo os sequestradores exigido pagamento de regaste à Pescamar.

Depois de resgatados em Março e regressado ao país no início de Abril de 2011, os 12 sobreviventes foram despedidos pela empresa, que se recusava a renovar os seus contratos de trabalho.

Na altura, o argumento da Pescamar para tal decisão foi a redução da mão-deobra excedentária. Contudo, uma semana mais tarde, a Pescamar reconsiderou a sua decisão, readmitindo os 12 tripulantes.

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