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Passagem de ciclone Debbie pelo norte da Austrália causa estragos e pânico

Ventos fortes, chuvas intensas e mares revoltos atingiram o nordeste da Austrália nesta terça-feira, danificando casas, arruinando embarcadouros e cortando a electricidade de milhares de pessoas, à medida que o ciclone tropical Debbie passava pelo extremo norte do Estado de Queensland.

Rajadas de vento de mais de 260 km/h foram registadas em resorts turísticos ao longo da mundialmente famosa Grande Barreira de Coral quando o fenómeno tocou o solo como tempestade de categoria quatro, só um grau abaixo do nível mais perigoso. Mais tarde a tormenta foi rebaixada para categoria dois.

Os meteorologistas disseram que os ventos fortes provavelmente irão persistir de hoje para amanhã, embora a tempestade deva enfraquecer rapidamente em seguida e diminuir para a categoria um na madrugada de quarta-feira.

A polícia informou que um homem ficou seriamente ferido quando uma parede desabou em Proserpine, cerca de 900 quilómetros a nordeste da capital de Queensland, Brisbane, e foi levado a um hospital.

Mas o clima ainda está ruim demais para se avaliar plenamente os danos ou preparar uma reacção de emergência.

“Também iremos receber mais relatos de ferimentos, senão de mortes. Precisamos estar preparados para isso”, disse o comissário de polícia de Queensland, Ian Stewart, a repórteres em Brisbane.

A primeira-ministra do Estado, Annastacia Palaszczuk, exortou as pessoas a ficarem em ambientes fechados à medida que a tempestade rumava lentamente terra adentro após o cair da noite.

“Este é um evento sério, e não queremos ver vidas perdidas”, disse ela à Australian Broadcasting Corporation. “Será uma noite difícil para as pessoas de nosso Estado”.

O ciclone Debbie tocou o solo em Airlie Beach, ao norte de Proserpine, pouco depois do meio-dia local, interrompendo os serviços de telefonia.

“Está muito barulhento: ventos uivantes, gritantes… parece um trem de carga”, disse Jan Clifford à Reuters por mensagem de texto de Airlie Beach. As autoridades exortaram milhares de pessoas a abandonarem áreas ameaçadas na segunda-feira, o que teria sido a maior debandada vista na Austrália desde que o Ciclone Tracy atingiu Darwin, cidade do norte do país, no Natal de 1974.

As empresas aéreas Qantas, Jetstar e Virgin Australia suspenderam voos de e para a região. A BHP Billiton e a Glencore interromperam o trabalho nas suas minas de carvão durante a passagem da tempestade.

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