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Partido no poder “reflecte” possibilidade de transferência

O partido no poder está a reflectir sobre a possibilidade de transferir os seus membros dos locais de trabalho para os de residência, alegadamente para criar mais raízes na base e melhorar o enquadramento dos seus militantes.

De acordo com Edson Macuácua, secretário para a área da Mobilização e Propaganda da Frelimo, as contribuições recolhidas no âmbito do trabalho que se pretende levar a cabo serão submetidas ao X Congresso do partido, cuja reunião ordinária está prevista para o próximo ano.

À margem do Seminário Nacional dos Secretários das Células e Comités de Círculo, que termina esta terça-feira na cidade da Beira, Macuácua disse que caberá ao Congresso a decisão final sobre a matéria. “Trata-se de um debate sobre organização e estruturação do partido, que tem sido objecto de análise em todos os congressos, e foi assunto de destaque no Quinto Congresso”, afirmou, salientando que “não se trata de ceder a qualquer pressão da oposição, é uma questão inerente à própria organização da Frelimo”. Adiantou que no monopartidarismo as células do partido reunem-se em pleno período laboral, o que, segundo ele, não acontece actualmente para evitar que actividades partidárias interfiram no funcionamento normal das instituições. “A participação, nessas reuniões, é de carácter voluntário”, frisou.

Ainda segundo Edson Macuácua, as células do partido contribuem para o exercício de governação e do poder político, e a legislação moçambicana “é aberta”, permitindo a filiação dos cidadãos a qualquer partido político.

Funcionamento “nocivo”

Ainda segundo o secretário para a área de Mobilização e Propaganda da Frelimo, existem partidos com células clandestinas a funcionarem nos locais de trabalho, que talvez por terem noção de que isso “é nocivo” preferem avançar na clandestinidade.

Sublinha que a Comissão Politica do Partido no poder decidiu “por bem” ouvir as diferentes sensibilidades, devendo caber ao Congresso tomar a última decisão sobre a transfêrencia ou manutenção das células do partido a funcionarem nos locais de trabalho, em observância do quadro jurídico legal estabelecido no pais. Diz tratar-se de uma “reflexão endógena que resulta do próprio partido, sem nenhuma influência externa. A Frelimo não ignora os debates feitos ao nível da sociedade, mas não se guia por isso. A Comissão Politica decidiu que este assunto devia ser retomado. Os debates que agora só irão terminar no Décimo Congresso”.


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