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Parlamento sul-africano rejeita destituição do Presidente Zuma

O Parlamento da África do Sul rejeitou nesta terça-feira (05) um pedido de destituição do Presidente Jacob Zuma, acusado de ter ferido a Constituição ao não devolver dinheiro público que teria sido gasto na reabilitação de uma das suas casas.

O Presidente contou com o apoio do seu partido, o Congresso Nacional Africano (ANC), que tem quase dois terços da assembleia. Foram 233 votos contra a deswtituição e 143 a favor. Zuma não compareceu ao local durante a votação.

O Tribunal Constitucional da África do Sul decidiu na quinta-feira passada que Zuma feriu a Constituição ao ignorar as ordens de devolver cerca de 16 milhões milhões de dólares norte-americanos em recursos públicos gastos na reabilitação da sua residência em Nkandla.

Desde então, líderes de partidos da oposição e até mesmo um activista anti-apartheid preso ao lado de Nelson Mandela pediram a sua renúncia. Ecoando pedidos semelhantes de partidos de oposição, Ahmed Kathrada disse numa carta publicada no sábado (2) que a renúncia de Zuma daria ao governo do país a chance de se recuperar de “uma crise de confiança”.

Mmusi Maimane, líder do partido de oposição Aliança Democrática, apresentou o pedido de impeachment de Zuma.

Num discurso à Nação na noite de sexta-feira, Zuma, de 73 anos, pediu desculpas e disse que pagaria parte do dinheiro, conforme ordenado, e que ele nunca conscientemente ou deliberadamente quis violar a Constituição. Ele não comentou os pedidos de renúncia.

A presidência justificou como obras destinadas a garantir a segurança do líder – e portanto a cargo do contribuinte – a construção em sua residência de Nkandla de um estábulo para vacas, um curral para frangos, uma piscina e um anfiteatro, segundo o relatório que publicou a Defensora do Povo, Thuli Madonsela, em 2014.

Jacob Zuma chegou em 2009 à presidência da África do Sul, depois que a Justiça retirou mais de 700 acusações por corrupção que pesavam contra ele, segundo a agência Efe.

Zuma, de 73 anos, revalidou em 2014 o cargo com maioria absoluta, apesar das várias acusações de corrupção contra ele e o seu Governo.

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