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Para o São Valentim: Djavan não vem mesmo!

É definitivo. O intérprete e compositor brasileiro, Djavan, efusivamente aguardado pelos moçambicanos, não virá a Maputo. A Boa Música, a entidade promotora do evento, acusa os seus parceiros de falta de seriedade. O problema é que, sendo este o segundo adiamento da vinda do artista ao país, se está diante de uma prática que se quer tornar moda.

No circuito dos amantes da boa música, em Maputo e não só, a não vinda do conceituado músico brasileiro no País do Pandza é uma realidade que já incomoda muitas pessoas. É que a realidade se está a tornar sintomática no país desde o ano 2011, altura em que se anunciou, pela primeira vez, que os moçambicanos teriam a oportunidade de assistir um concerto realizado pelo músico brasileiro – o que não aconteceu. Neste ano, a situação repete-se pela segunda vez, depois de ter-se realizado uma campanha publicitária grande para a anunciar a sua vinda.

O artista iria realizar dois concerto, um amanhã, 14 de Fevereiro, no Pavilhão da Universidade Politécnica e o outro, no dia 16, no Parque dos Continuadores, em Maputo.

Na sua comunicação sobre o adiamento a Boa Música – a entidade que produz concertos e que havia programado a realização de dois concertos em Maputo, do músico brasileiro Djavan e sua banda – considera que “a não realização dos concertos se deve à falta de pagamento do cachet adiantado ao músico brasileiro, Djavan. Esta situação ocorreu porque a empresa que havia se prontificado para patrocinar não cumpriu a palavra, tendo deixado as partes envolvidas, Boa Música e Djavan, assinarem contratos, para depois anunciar a sua desistência”.

Reparar o imbróglio

Mais, a Boa Música afirma que “estes actos de falta de seriedade por parte das empresas patrocinadoras não só mancham o bom nome do país, assim como comprometem os produtores moçambicanos na relação com artistas estrangeiros”. Entretanto, “por compreender o quão apreciada é a obra do Djavan, a Boa Música deslocará um dos seus membros para Brasil por forma a renegociar uma outra data da realização do concerto, visto haver interesse por parte do músico em vir actuar em Moçambique”.

Mais importante ainda é que – como forma de suavizar os transtornos causados aos espectadores – a Boa Música garante que “os que já haviam adquirido os bilhetes serão reembolsados o dinheiro na totalidade, devendo para tal dirigirem-se ao posto de venda onde os adquiriram ou contactar o agente que efectuou a entrega domiciliária”.

Um fã magoado

No meio das pessoas que se preparam desde o princípio da comunicação publicitária em relação à vinda de Djavan no dia dos namorados, encontramos Macvildo Pedro Bonde – poeta e apreciador de arte – que não gostou da notícia.

Para ele, a responsabilidade pelo sucedido recai na equipa da organização. Senão, o seu questionamento não faria sentido: “Porque é que culpámos os outros sempre que algo (que nós fazemos) sai errado? Não será porque as promessas feitas pelos nossos agentes e empresários saíram tarde ou, como de costume, porque eles queriam ganhar mais que o próprio artista? As vezes dói-me ver este tipo de informação a circular. Alimentam-nos de esperança e, sem mais nem menos, tiram-nos o doce dos lábios”.

Num outro desenvolvimento, Bonde considerou que “já há algum tempo que o brasileiro que caiu nas minhas graças e um bando de agentes que não tem cachet, dependendo totalmente de doações queria organizar um espectáculo de grande envergadura. Eles esqueceram que o responsável de marketing da instituição na qual pediram o apoio só gosta de Pandza e Dzukuta? Que para ele, tudo o resto não existe?”

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