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Paquistão diz ter morto 100 “terroristas” após ataque a santuário

Forças de segurança do Paquistão mataram dezenas de militantes suspeitos nesta sexta-feira, um dia depois que o Estado Islâmico reivindicou um atentado suicida que matou mais de 80 fiéis em um santuário sufi. “Mais de 100 terroristas foram mortos desde a noite passada e apreensões consideráveis também foram feitas”, disseram os militares numa actualização das operações.

“Os terroristas serão alvejados sem piedade, indiscriminadamente, em qualquer lugar”, acrescentou um porta-voz das forças armadas no Twitter.

Às primeiras horas desta sexta-feira, poucas horas depois de um homem-bomba atingir uma multidão num famoso santuário do Paquistão, um grupo de devotos acorreu ao mausoléu de domo dourado e dançou numa celebração fervorosa de sua fé sufista.

O ataque da noite de quinta-feira ao santuário de Lal Shahbaz Qalandar, em Sindh, província do sul do país, matou 83 pessoas, o ataque mais mortífero em solo paquistanês em dois anos.

O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico, que tem uma presença pequena, mas cada vez mais proeminente, no Paquistão.

O santuário é um dos locais sagrados mais reverenciados da nação e atrai mais de um milhão de visitantes por ano. A sua fama pode se dever aos homens e mulheres que ali praticam a antiga forma de dança sufi chamada “dhamaal”.

Muitos devotos entrevistados pela Reuters nesta sexta-feira deixaram claro que, apesar da frustração com as autoridades por não conseguirem proteger o santuário, eles continuarão a visitá-lo para expressar sua fé.

“Esta explosão não consegue afetar a determinação dos devotos em vir aqui ou a ir a qualquer outro santuário”, disse Iqbal Husain, de 49 anos, morador da cidade de Sehwan Sharif, às margens do rio Indo, onde o templo está localizado.

“A nossa vida e nossa morte está com Lal Saain”, acrescentou, referindo-se ao santo do século 13 em cuja memória o santuário atacado foi erguido cerca de 800 anos atrás.

Uma série de ataques ao longo de cinco dias atingiram todas as quatro províncias do Paquistão e duas grandes cidades, matando quase 100 pessoas.

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