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Os pés de Belmiro

Os pés de Belmiro

O futebol moçambicano de formação atravessa uma depressão profunda. Porém, há atletas para mudarem essa face. Belmiro Magule é um deles – excelente avançado, com mobilidade e remate. É geneticamente um 10, colocando-se entre linhas para abrir clareiras no relvado. Depois, revela visão para fazer o último passe ou tentar o golo.

Chama-se Belmiro Joaquim Magule, tem 17 anos de idade, e joga nos escalões de formação do Maxaquene, o talento que faz com que se destaque entre os seus colegas.

A prova disso é o facto de ele ser o melhor marcador do clube com sete golos, quatro para o campeonato e os restantes para a taça. Transitou do escalão de iniciados para o de juvenis no início da época de 2010.

Porém, tem actuado com regularidade nos juniores. Estes factores despertaram-nos o interesse e fizeram com que procurássemos dar a conhecer um pouco mais desta figura que promete singrar no futebol moçambicano.

@Verdade – De onde nasce este interesse pelo futebol?

Belmiro Joaquim Magule (BJM) – Sempre gostei de futebol, é uma paixão que trago desde criança. Nos meus tempos livres eu e alguns amigos sempre que pudéssemos jogávamos à bola.

Durante as férias da escola, participava em alguns torneios que se realizavam no meu bairro, Chamanculo, ou entre bairros como é o caso de BEBEC em que infelizmente não consegui sagrar- -me campeão das vezes em que participei.

(@V) – Quando é que treinaste pela primeira vez num clube? E por quanto tempo?

(BJM) – Foi em 2004, no Atlético. Treinei de 2004 até 2006, foram dois anos. Foi uma boa experiência, o clube criava boas condições para os atletas, eu sentia-me muito bem lá.

(@V) – E o que te fez mudar de clube?

(BJM) – Em 2006 a sede do clube sofreu um roubo e este viu-se em dificuldades, o que fez com que interrompêssemos as actividades.

(@V) – Como foste parar ao Maxaquene?

(BJM) – No mesmo mês em que tivemos conhecimento de que teríamos de parar com as actividades, vieram ao meu encontro o treinador dos iniciados do Ferroviário de Maputo e do Maxaquene, ambos fi zeram-me propostas, mas eu optei pelo Maxaquene.

(@V) – O que te fez optar pelo Maxaquene?

(BJM) – Não sei explicar. Acho que o treinador do Maxaquene foi mais convincente.

(@V) – Para além do futebol, tens outras actividades?

(BJM) – Estudo, frequento a 12ª classe na Escola Comunitária Armando Emílio Guebuza, no Bairro do Chamanculo.

(@V) – Quais são os teus planos para o futuro?

(BJM) – Eu sonho em ser um grande futebolista, ao nível do Leonel Messi ou Cristiano Ronaldo que são os meus ídolos, e jogar fora num grande como o Futebol Clube do Porto do qual sou adepto incondicional.

Mas em Moçambique, embora a situação do futebol tende a melhorar, é sempre bom conciliá-lo com a escola, daí que tenho também o sonho de me formar como engenheiro electrónico. Sou o único filho homem da casa, tenho que encher os meus pais de orgulho.

(@V) – E aqui em Moçambique, não pensas em jogar num outro clube?

(BJM) – Tenciono ficar no Maxaquene, daqui só para fora do país. Por mais que venha um outro clube com uma proposta aliciante. Sinto-me bem neste clube.

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