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Os desafios do novo governo guineense

Luanda e Bissau reforçam laços

 

Após um período de impasse, tomou posse, em início de Janeiro, o novo Governo na Guiné-Bissau liderado por Carlos Gomes Júnior (Cadogo). Resguardado numa forte representação parlamentar, o PAIGC elegeu 67 dos 100 deputados da Assembleia Nacional, o Governo de Cadogo iniciou funções determinado a enfrentar os inúmeros problemas que o país enfrenta.

À partida, o novo Primeiro-Ministro tem a tarefa inadiável de encontrar recursos que lhe permitam pagar os salários em atraso. Esta é uma questão recorrente nos últimos anos decorrente da fraqueza do Estado Guineense e da endémica instabilidade que o país vive. Uma outra questão a enfrentar de imediato é o combate ao narcotráfico. Devido à fraqueza do Estado, o território guineense tem sido utilizado como plataforma de passagem da droga oriunda da América do Sul em trânsito para a Europa. O novo governo, com vista a melhorar a sua imagem internacional e obter apoios, tem que adoptar medidas concretas para debelar este problema. Com esta intenção em mente, Carlos Gomes Júnior nomeou para as duas pastas cruciais para enfrentar esta questão, Ministérios da Justiça e da Administração Interna, figuras com peso político, Mamadu Djaló Pires para a Justiça e Lúcio Soares para a Administração Interna.

O facto de existirem indícios de envolvimento de altas patentes das Forças Armadas no narcotráfico, obrigará a uma extrema delicadeza no modo como se enfrentará esta questão.

A reforma das Forças Armadas, que passará necessariamente pela diminuição dos efectivos existentes, é um outro desafio para o novo Governo. A criação de condições de vida para os que abandonarem as fileiras obrigará a um esforço financeiro por parte do Estado guineense. Uma reforma mal feita, poderá pôr em causa o frágil equilíbrio entre o poder político e o poder militar.

Finalmente, o novo Primeiro-Ministro terá que saber lidar com o Presidente Nino Viera. O relacionamento com este agravou-se durante a campanha para as eleições presidenciais de 2005, quando Carlos Gomes Júnior apoiou o candidato do PAIGC, Malan Bacai Sanha.

Apesar de manter um Todavia Gomes Júnior apelou, no seu discurso de tomada de posse, à necessidade de um largo entendimento entre todos os órgãos de soberania do país.

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