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Organismos Geneticamente Modificados, uma solução Letal

Organismos Geneticamente Modificados (OGM) ou Transgénicos são seres vivos (animais, microrganismos, ou plantas) que foram submetidos a técnicas de engenharia genética, onde ocorreram alterações ao seu código genético através da introdução de uma ou mais sequências de ácido desoxirribonucleico ( ADN), provenientes de uma outra espécie. Essas alterações conferem ao ser vivo uma nova característica que faz com que este produza novas substâncias/proteínas e tenham comportamentos diferentes dos seres vivos da sua espécie original (1) .

A engenharia genética surgiu nos anos 70, com a produção da insulina humana através de bactérias modificadas (2). Desde então, os OGM tem sido alvo de grande polémica e debate, por um lado são apresentados como solução para a fome no mundo, falta de productividade dos solos, alterações climáticas, doenças e subnutrição, por outro lado, defendese que a realidade pode ser bem diferente e ter implicações graves para a saúde pública e meio ambiente, sendo que chegaram a ser proibidos em vários países europeus.

Os tipos de produtos agrícolas OGM mais comercializados são a soja, milho o algodão e os seus derivados. Estatísticas do ano de 2011 indicam que a soja é o transgénico mais produzido no mundo (ocupa 47% da área total cultivada com transgénicos), seguida pelo milho (32%), pelo algodão (15%) e pela colza transgénica (é uma planta de onde é extraído o azeite de colza, que é utilizado na produção de biodiesel ) (5%). Ao todo, já cultivaramse cerca de 160 milhões de hectares de culturas transgénicas no Mundo (3).

No entanto, depois de mais de 30 anos do cultivo e comercialização os transgénicos, demonstram pertencer a um sistema de produção agroindustrial monopolizado pelas multinacionais, com consequências avassaladoras para a agricultura, saúde pública e para o meio ambiente. Principalmente em todos os países onde a agricultura é o sector principal de sobrevivência da população.

Estas consequências são traduzidas em acontecimentos como: a diminuição da biodiversidade? a contaminação genética (cruzamento de OGMs com plantas convencionais)? o surgimento de pragas (resistentes a herbicidas), o desaparecimento de espécies? aumento da utilização de herbicidas? aumento de casos de alergia, cancro, principalmente entre crianças, além do aumento da resistência a antibióticos. Para além de aumentarem a fome, pobreza, aumento da dívida e dependência dos países pobres para os países mais ricos/ ( 4 ).

Os principais ¨ players¨ na produção dos OGM e seus pesticidas são a Monsanto, a Bayer, a Pioneer, a Syngenta, a Dow, a BASF, a KWS e a DuPont. De longe, a Monsanto é considerada a maior de todas a nível mundial, 85% de toda a área plantada em 2008 foi com as suas sementes transgénicas. A Monsanto detém também 22 autorizações na lista oficial de circulação das plantas transgénicas na União Europeia. Relativamente aos países detentores das maiores áreas de cultivo de OGM, os Estados Unidos lideram o ranking com 43% posteriormente seguemse Brasil com 19%, Argentina com 15%, Índia com 7%, Canadá com 7% e China com 2%. Actualmente, são cerca de 25 os países produtores deste tipo de culturas, sendo que 15 são países em desenvolvimento (5).

O relatório dos Friends of the Earth, publicado em 2001 denuncia/alerta que actualmente apenas 0,06% dos campos europeus são cultivados com transgénicos, e que 7 países da União Europeia ( França, Alemanha, Áustria, Grécia, Hungria e Luxemburgo) proíbem o cultivo de milho transgénico da Monsanto pelas evidências cada vez maiores de seus impactos ambientais e sócioeconómicos, assim como pela incerteza de seus efeitos sobre a saúde.

Três países proibiram o cultivo da batata transgénica da BASF por precauções sanitárias logo depois que seu plantio foi aprovado na primavera de 2010, e cinco Estadosmembros levaram a Comissão Europeia aos tribunais pela sua autorização.

A nível de África, apesar de muitos países mostraremse cépticos e pouco receptivos aos OGM, existem muitas políticas internacionais e iniciativas proOGM que estão a ser empurradas/ impingidas aos seus Governantes. A Gates Foundation e da Alliance for a Green Revolution in Africa (AGRA) por exemplo tem vindo a promover iniciativas proOGM alegando que estes tem a capacidade de reduzir significativamente os níveis de fome e pobreza do continente.

A Bill & Melinda Gates Foundation, foi fundada em 1994 e actualmente exerce uma grande influência global a nível das políticas agrárias. Cerca de 80% dos fundos da fundação para o Kenya foi para área de biotecnologia e já foram doados mais de $100 milhões a organizações ligadas à Monsanto. Em Agosto de 2010 a Gates Foundation comprou acções da Monsanto no valor de US$23 milhões.

A Rockefeller Foundation e a Gates Foundation suportam e apoiam a implementação da controversa aliança para revolução verde ( AGRA) e já doaram cerca de US$ 265 milhões. No entanto apoiar AGRA significa abrir as portas de África para OGM e pesticidas vendidos por empresas como Monsanto, DuPont, Syngenta etc (6) .

Em 2011, o Governo de Moçambique anunciou que pretende rever o Protocolo de Biosegurança de Cartagena ratificado em 2001 e o regulamento de Biosegurança relacionado com a gestão dos OGM que aprovou em 2007, de modo a poder adoptar/criar uma legislação que rege os casos de cruzamento de sementes para a melhoria da capacidade produtiva.

No entanto a União Nacional de Camponeses que representa mais de 80% da população Moçambicana, rejeita a introdução (OGM) no País e afirma que a tecnologia representa “o mais visível sinal de controlo hegemónico por parte dos seus defensores, do conhecimento científico e tecnológico ao serviço de interesses monopolista e particulares” (7).

É crucial que as soluções e iniciativas criadas para resolver a fome e a pobreza nos países menos desenvolvidos não sejam LETAIS como os OGM, soluções que matam lentamente, que tiram a terra do povo, que contaminam a sua terra e os seus rios , que os colocam em um ciclo vicioso de dívidas e dependências externas…

É necessário que os que criam as soluções levem consideração a opinião dos camponeses… é crucial que essas soluções criem condições de soberania alimentar dos Povos, respeitem a sua cultura e os seus direitos.

Os caranguejos são crustáceos que possuem nas costas uma carapaça protetora, cinco pares de patas, terminadas em unhas pontudas. A cor varia de acordo com as espécies (vermelho, amarelo, marron, beije, cor de rosa, azul, cinzento etc e de vários tons). Eles habitam nas regiões litorais (praias, mangais etc) de todo o planeta e possuem uma capacidade enorme de adaptação a qualquer tipo de água, até mesmo em águas sujas e poluídas. Pesam em média 1 a 2 kilos, mas há espécies que chegam aos 20 kilos. Possuem dois olhos na extremidade da cabeça, alimentamse principalmente de peixes e matéria orgânica morta.

A fase de acasalamento ocorre após a troca de carapaça da fêmea, e elas protegem os ovos na parte dobrada do abdómen, e as suas larvas possuem a capacidade de nadar. O caranguejo é muito utilizado na culinária, em diversos pratos e aperitivos e são importantes componentes para a geração de renda da comunidades que vivem nas regiões litorais.

Entretanto, os fatores climáticos, o avanço imobiliário e a construção de portos em áreas de mangal, com a consequente perda de habitats, a poluição e a captura indiscriminada e não seletiva de caranguejos – incluindo, até mesmo, a utilização de seus filhotes como isca para a pesca de peixes – podem comprometer suas populações. Redes de tráfico de chifres de rinoceronte atacam agora leão sulafricano

Os ossos do leão sulafricano, utilizados para fazer poções tradicionais, se transformaram no novo negócio das máfias asiáticas que se dedicam ao tráfico do chifre de rinoceronte, ao qual são atribuídas propriedades medicinais na Ásia. “As mesmas máfias que traficam chifres de rinoceronte estão comercializando ossos de leão”, assegura Jo Shaw, especialista em comércio e tráfico de espécies do fundo para a proteção da vida selvagem da África Austral (EWT, na sigla em inglês).

O novo objetivo das máfias ficou evidente em setembro do ano passado, quando a polícia sulafricana conseguiu desmontar a maior rede de tráfico de chifres de rinoceronte até ao momento, da qual participava um criador de felinos, que se dedicava à falsificação de permissões de caça para ambas as espécies.

O aumento da demanda nos mercados asiáticos, em substituição aos ossos de tigre, elevou o preço de um esqueleto de leão de US$ 4 mil em 2010 para US$ 10 mil este ano, segundo site da ONG britânica Lion Aid. O chifre de rinoceronte tem preços superiores aos do ouro em alguns mercados negros asiáticos.

“Ainda não sabemos quais podem ser as consequências do aumento deste comércio sobre os leões selvagens”, reconhece Shaw, cuja organização vai realizar um estudo, junto à Universidade de Oxford, para analisar o impacto da demanda asiática.

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