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ONU quer vida melhor para mundo com 7 bilhões de habitantes

Em vez de nos preocuparmos com os números quando a população mundial chegar a 7 bilhões de habitantes na semana que vem, devemos pensar sobre como fazer do planeta um lugar melhor para as pessoas morarem, defendeu a Organização das Nações Unidas (ONU) em um relatório. “Trata-se tanto do consumo como da população”, disse o diretor-executivo do Fundo de População da ONU, Babatunde Osotimehin, em uma entrevista coletiva para o lançamento do relatório, referindo-se ao impacto das pessoas sobre o ambiente e o crescimento econômico.

Embora a população cada vez maior possa esgotar os recursos do planeta, o relatório “O Estado da População Mundial 2011”, lançado pela agência da ONU nesta quarta-feira, disse que um fator que contribui para isso é o excesso de consumo da população atual. “Com planeiamento e os investimentos corretos nas pessoas agora, para dar-lhes poder a fim de que façam escolhas que não sejam boas apenas para elas, nosso mundo de 7 bilhões pode ter cidades sustentáveis prósperas, força de trabalho produtiva que alimente as economias e populações jovens que contribua para o bem-estar de suas sociedades”, disse Osotimehin no relatório.

É vital engajar a juventude do mundo e aproveitar suas habilidades empreendedoras para incrementar as economias e evitar a possível alienação, disse o relatório. Os que têm menos de 25 anos formam 43 por cento da população – até 60 por cento dela em alguns países – e esse grupo precisa ser educado e treinado para que os países tenham uma força de trabalho dinâmica, afirmou o documento.

Não fazer isso será uma perda de ideais, de inovações e de arrecadação de impostos. Um fator importante aos recentes levantes árabes foi a taxa de desemprego entre jovens, perto de 25 por cento, disse a Organização Internacional do Trabalho (OIT), segundo o relatório.

FERTILIDADE E MIGRAÇÃO

A ONU também disse que a migração vai se tornar mais significativa neste século, tanto dentro dos países como entre as fronteiras. O relatório observou nove países para verificar como eles estão a responder a diferentes taxas de fertilidade e migração.

Em alguns dos mais pobres, as altas taxas de fertilidade atrapalharam o desenvolvimento e perpetuaram a pobreza, disse o relatório. É essencial matricular as garotas na escola e proporcionar às mulheres empregos e oportunidades iguais, além de assistência à saúde na área reprodutiva e sexual, disse o documento.

Em alguns dos países mais ricos, as taxas baixas de fertilidade e poucas pessoas entrando no mercado de trabalho suscitaram temores sobre a perspectiva do crescimento econômico sustentado e a viabilidade dos sistemas de seguridade social.

A população de todos os países está envelhecendo em algum grau. A proporção global de pessoas acima de 60 anos deve crescer dos 11 por cento em 2009 para 22 por cento em 2050. Na Finlândia, cuja população desfruta de um alto padrão de vida, mas onde as taxas baixas de fertilidade levaram um quarto da população a ter mais de 60 anos, a ênfase está nos excelentes serviços sociais para tornar mais fácil criar os filhos.

Estudiosos têm dito que, em países como a China, que está ficando mais velha antes de se tornar rica, há uma necessidade de serviços sociais, cuidados médicos e seguridade para os idosos. É necessário mais financiamento, incluindo dos governos e de fundações, disse Osotimehin a jornalistas na entrevista coletiva.

“O planeiamento familiar, por exemplo, não recebeu tanto dinheiro quanto deveria”, afirmou ele. Um relatório da Secretaria Geral da ONU indicou que serão necessários 68 bilhões de dólares em 2011 para cumprir o seu programa para iniciativas nas áreas de saúde reprodutiva e sexo estabelecido no Cairo em 1994, informou o relatório desta quarta-feira.

Espera-se que os países contribuam com 34 bilhões de dólares. Outros 10,8 bilhões de dólares virão de doadores internacionais e bilaterais. Com isso, faltarão ainda cerca de 25 bilhões de dólares. Uma interdependência global cada vez maior significa que os governos terão de trabalhar juntos para lidar com uma população recorde, caso queiram evitar a competição no futuro pelos recursos limitados, como alimentos e água.

Relatórios já sugerem que haverá uma redução global de 40 por cento no abastecimento de água até 2030. Países em desenvolvimento estão comprando terras na África para contrabalançar uma futura escassez.

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