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ONU preocupada com alegações de violações sexuais contra seus soldados na Somália

O representante especial do Secretário-Geral (SG) das Organização das Nações Unidas (ONU) para a Somália, Nicholas Kay, exprimiu a sua forte preocupação face a um caso de violação sexual alegadamente cometido nas instalações da Missão da União Africana neste país (AMISOM), congratulando-se ao mesmo tempo com a abertura dum inquérito pelo Governo sobre este incidente.

“É importante que um inquérito seja realizado de forma rápida e rigorosa. Estou animado pelo compromisso do Presidente somalí (Hassan Sheikh Mouhamoud) de aplicar uma política de tolerância zero”, declarou Kay. “Se estes factos forem confirmados, todos os que foram implicados devem ser processados e responder pelos seus atos no respeito pelos seus direitos”, acrescentou.

Acrescentou que a Missão de Assistência da ONU na Somália (UNSOM) continuará as atividades para as quais ela foi mandatada a fim de promover o respeito pelos direitos humanos e pela lei, em particular no domínio dos abusos sexuais.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, uma Somalí foi violada por soldados da AMISOM no início de agosto corrente num dos quartéis da missão militar na cidade capital, Mogadíscio.

A violência sexual na Somália é um dos principais desafios com que está confrontado o país e, no mesmo contexto, na semana passada, o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação dos Assuntos Humanitários (OCHA) relatou que, durante o primeiro semestre deste ano, houve 800 casos de abusos sexuais e de violências contra as mulheres só em Mogadíscio.

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