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ONU fala de risco de guerra civil na Costa do Marfim

As Nações Unidas advertiram contra o risco de uma guerra civil na Costa do Marfim e acusaram os apoiantes de Laurent Gbagbo de recrutarem mercenários liberianos. O secretário geral das Nações Unidas Ban Ki-moom disse que Gbagbo e os seus apoiantes estavam a tentar bloquear a missão de paz da ONU naquele país, actualmente a oferecer protecção a Ouattara.

Ban Ki-moon avisou que a situação na Costa do Marfim poderá tornar-se crítica nos próximos dias: “Estou preocupado que os cortes causados nos canais de abastecimento básico da missão irão colocar os soldados da paz numa situação crítica nos próximos dias. Por isso faço um apelo vigoroso aos países membros da ONU que estejam na posição de ajudar a missão que ajudem a providenciar abastecimentos”, apelou Ban Ki-moon aos estados membros das ONU.

Presença de mercenários

Há duas semanas a presidente liberiana, Ellen Johnson-Sirleaf já tinha dito que antigos combatentes liberianos tinham recebido pedidos para se envolverem na crise marfinense.

O sub-secretário de estado da ONU para as operações de paz, Alain Le Roy, afirmou que mercenários estavam a ser usados para intimidar civis e os capacetez azuis: “Confirmámos a presença de mercenários. Tratam-se de indivíduos que não falam a língua local e que se pensa venham da Libéria e talvez alguns mesmo de Angola.” “São mercenários usados claramente para ataques e para provocar a população civil e o pessoal da UNOCI”, advertiu Alain Le Roy.

Gbagbo irredutível

Entretanto o líder marfinense, Laurent Gbagbo, que se continua a recusar a abandonar o posto apesar da derrota nas eleições do mês passado, dirigiu-se à nação através da televisão pública para se declarar como o presidente legítimo do país.

Gbagbo rejeitou a possibilidade de um regresso à guerra civil e apelou ao diálogo entre as partes, sugerindo ainda a criação de um painel internacional para analisar a crise. Mas o seu rival Alassane Ouattara, reconhecido universalmente como o vencedor das presidenciais, já reagiu dizendo que já tinham sido realizadas reuniões suficientes nos últimos cinco anos e que não restavam dúvidas quanto ao real vencedor das eleições de 28 de Novembro.

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