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ONU adverte da impunidade no Sudão do Sul

A Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul saudou segunda-feira um novo anúncio de cessar fogo entre as partes em conflito atual no Sudão do Sul, designadamente o Presidente sul-sudanês, Salva Kiir, e o seu rival e ex-primeiro Vice-Presidente, Rieck Machar.

Durante uma conferência de imprensa em Nova Iorque, nos Estados Unidos, a porta-voz do Secretário-Geral (SG) da Organização das Nações Unidas (ONU), Stéphane Dujarric, declarou que a representante especial do seu patrão no Sudão do Sul, Ellen Margrethe Loj, exortou todas as partes a respeitarem o cessar-fogo.

Também apelou aos dirigentes sul-sudaneses para velarem para que a ordem seja transmitido através das cadeias de comando de todas as forças de segurança, a fim de que os soldados regressem às casernas, disse Dujarric.

Loj exortou igualmente as forças de segurança em Juba, a capital do Sudão do Sul, a permitirem às patrulhas da Missão das Nações Unidas no país (MINUSS) um acesso sem obstáculo à população civil para a protegerem, acrescentou o porta-voz de Ban Ki-moon, SG da ONU.

A representante de Ban Ki-moon no Sudão do Sul aconselhou ainda às partes em conflito a permitirem aos civis deslocarem-se livremente em locais de refúgio. Ela instou o Governo a abrir corredores para permitir às Nações Unidas e aos actores humanitários fornecerem abastecimentos vitais e outras formas de assistência aos civis afectados pelo conflito, terem acesso às pessoas feridas ou doentes para evacuações médicas.

“A missão relata que o cessar-fogo parece amplamente respeitado, excepto alguns tiros esporádicos ouvidos em certos lugares. Assinala igualmente que o aeroporto da capital foi aberto, embora voos comerciais continuem suspensos. Os soldados da paz poderam efectuar um número limitado de patrulhas curtas em Juba hoje”, declarou o porta-voz depois de ter recebido uma informação das forças da ONU no terreno na capital sul-sudanesa.

O porta-voz do SG da ONU revelou que, desde o início dos combates sexta-feira última, cerca de cinco mil pessoas deslocadas suplementares pediram a protecção no recinto de Tomping da ONU, na cidade capital.

Três mil outros deslocados chegados ao recinto da ONU foram transferidos para um campo de roteção dos civis.

Citando colegas humanitários no terreno, ela indicou igualmente que as estimações preliminares apontam para cerca de 36 mil pessoas deslocadas pelos combates, na sua maioria mulheres e crianças.

A ONU declarou que a situação humanitária está “agravada por fortes chuvas e necessidades imensas”. O conselheiro especial das Nações Unidas sobre a prevenção do genocídio para o Sudão do Sul, Adama Dieng, exprimiu por sua vez a sua profunda preocupação pela ameaça às populações do Sudão do Sul, concretizada pela retomada dos combates dos últimos dias. “Várias centenas de pessoas já morreram, incluindo civis a busca de refúgio. Alguns dos civis mortos teriam sido visados em função da sua pertença étnica”, declarou Dieng.

Num comunicado recebido terça-feira pela PANA em Cartum, a capital doo sudão (norte), o responsável da ONU citou um comunicado de Ban Ki-moon, no qual este apela a Salva Kiir e Riek Machar a fazerem tudo que estivesse no seu alcance para deixarem imediatamente as hostilidades e garantirem a retirada das suas forças das suas respetivas bases.

Dieng sublinhou a necessidade urgente de se pôr termo à impunidade no Sudão do Sul e julgar todos os responsáveis por violações dos direitos humanos e do direito internacional humanitário.

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