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Obras da linha de Sena a um rítmo “mau”

As obras de reconstrução da Linha de Sena, que liga as províncias de Sofala e Tete, Centro de Moçambique, estão a decorreu a um ritmo “muito mau” chegando mesmo a pararem durante alguns dias, admitiu fonte responsável pelas obras.

Segundo o director da Brigada de restauração física desta infra-estrutura, Cândido Jone, a situação resulta da falta de betão armado e dos atrasos frequentes da chegada de comboio de prestação de serviços às frentes de trabalho. Na verdade, a produção de travessas baixou relativamente nas fábricas de Dondo e Sena, em Sofala, devido a falta de aço, material que só esta semana chegou ao Porto da Beira importado directamente da Índia. Mas isso não significa resolução imediata do problema, porque a sua produção e a travessa de betão armado permanece 15 dias antes de ser aplicada nos carris.

Esta situação ocorre numa altura em que as obras ainda não aconteceram em apenas 32 quilómetros da extensão total de 574 quilómetros da linha. Desde a última semana de Outubro passado até este momento, as obras registaram um progresso de 22 quilómetros, contra uma meta diária 1,4 quilómetros. Face a este atraso, os responsáveis pelas obras voltaram a prorrogar o prazo de conclusão das mesmas de Dezembro corrente até finais de Janeiro do próximo ano.

A empresa pública responsável pela gestão das infra-estruturas ferro-portuárias do país, Portos e Caminhos-deferro de Moçambique, através da Brigada de Reconstrução da Linha de Sena, tem vindo a pressionar o empreiteiro indiano RICON para melhorar o seu desempenho. Além das intervenções na linha-férrea, o empreendimento ainda carece de trabalhos de acabamento como de drenagem das águas, reabilitação de algumas pontes, balastragem e ataque de consolidação no alinhamento da via entre Dondo e Moatize, que só podem ser concluídas até 2011.

Em Outubro passado, a Brigada de Construção orientou o empreiteiro a reconstruir as estações, casas para trabalhadores do sector e sistema de saneamento básico, principalmente o fornecimento de água aos passageiros. Este trabalho devia ter sido realizado até meados deste mês, mas até agora não se vislumbra nenhuma infraestrutura no terreno, ainda que o orçamento de 2,5 milhões de dólares tenha sido desembolsado para o efeito.

“As estações não estão reabilitadas, não existem alpendres para os passageiros nem há condições para os funcionários. Os chefes das estações e seus ajudantes também não têm qualquer habitação. O comboio de passageiros requer condições como água. A Companhia Caminhos-de-ferro da Beira (CCFB), a concessionária da via, para nos enganar, coloca contentores sem água nem energia, o que é inadmissível”, lamentou a fonte, citada pelo matutino “Noticias”. A Linha de Sena liga a cidade portuária da Beira à vila carbonífera de Moatize, onde se encontram concentrados diversos produtores de carvão mineral no país.

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