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Obituário: José Phahlane Moiane (1935-2015) 80 anos

Morreu, na manhã da última quinta-feira (19), na sua residência, em Maputo, o veterano da Luta de Libertação Nacional, Tenente-general José Phahlane Moiane, vítima de doença. Autor da obra “Memórias de um Guerrilheiro”, publicada em Setembro de 2009, o finado nasceu em Langane, distrito de Xai-Xai, província de Gaza, em 1935.

Segundo escreve o jornal Público, no prefácio do seu livro, editado pelo King Ngungunhane Institute, o Tenente-general na reserva, António Hama Thai, refere que falar de José Moiane é narrar a história da Luta Armada de Libertação. A deste homem, a sua vida e obra estão tão ligados que é quase impossível discernir ou separar e falar individualmente de cada uma das partes. Hama Thai refere no prefácio do livro que Moiane é um aventureiro bem-sucedido (…). O finado, que fez os seus treinos político-militares na China, trabalhou na província de Niassa onde realizou combates encarniçados contra a tropa colonial portuguesa.

Face às suas capacidades, foi então colocado na região de Tete onde se tornou responsável pelas vitórias da Frelimo. Foi, também, sob o seu comando que as tropas atravessaram o Rio Zambeze e seguidamente o Rio Luenha, abrindo a frente de Manica, Sofala e Zambézia, tendo criou ainda condições para a Zanu FP iniciar a Luta de Libertação do Zimbabwe.

Cognominado “O Dorso de Camelo” pelo presidente Samora Machel, José Moiane foi nomeado governador de Manica e da província de Maputo. Antigo chefe do departamento de Defesa na província de Tete, o falecido estabeleceu os dez princípios fundamentais de uma guerra de guerrilha, designadamente: 1º – o guerrilheiro deve ser leão perante o inimigo e ovelha para as populações; 2º – o guerrilheiro não deve roubar nem sequer uma agulha das populações; 3º – o guerrilheiro não deve tomar liberdade com as mulheres da população; 4º – o guerrilheiro deve pagar tudo o que leva das populações, excepto o que as mesmas lhe oferecem; 5º – o guerrilheiro deve respeitar a cultura da população; 6º – o guerrilheiro deve defender o interesse da população nas zonas libertadas; 7º – o guerrilheiro deve ajudar a população em qualquer dificuldade que tiver; 8º – não maltratar os guerrilheiros; 9º – aplicar sempre a política de clemência na medida do possível e 10º – respeitar e enterrar os mortos.

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