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Obama promete que não haverá “porto seguro” para o Estado Islâmico

O presidente norte-americano, Barack Obama, usou uma visita a uma base militar do país, esta segunda-feira (15), para enviar um recado duro aos militantes do Estado Islâmico, dizendo que uma coligação liderada pelos Estados Unidos não permitirá nenhum porto seguro para o grupo e que irá destruí-lo.

Obama falou a centenas de tropas uniformizadas num hangar em Fort Dix para agradecer aos militares pelas suas acções em todo o mundo. Numa demonstração de apoio bipartidário, Obama juntou-se ao governador de Nova Jersey, o republicano Chris Christie, um candidato potencial para sucedê-lo em 2016.

A coligação liderada pelos EUA na Síria e no Iraque tem tido algum sucesso contra o grupo Estado Islâmico, mas ainda precisa forçar uma grande reversão dos ganhos territoriais que os extremistas fizeram ao tomarem grandes áreas do Iraque.

“Não se enganem. A nossa coligação não vai apenas degradar essa organização terrorista bárbara. Nós vamos destruí-la”, disse Obama. O presidente disse que avanços estão a ser feitos. Centenas de veículos e tanques e mais de 1.000 posições de combate foram retirados, disse ele.

“Estamos a martelar estes terroristas”, afirmou. “Eles podem pensar que podem até obter algumas vitórias rápidas, mas o nosso alcance é longo. Não desistimos. Vocês ameaçam os EUA, vocês não terão nenhum porto seguro. Nós vamos encontrá-los… o mundo vai deixá-los para trás e continuar a andar sem vocês, porque nós vamos pegá-los”, disse Obama.

Obama também disse que os EUA estão no caminho certo para terminar a sua missão de combate no Afeganistão no fim deste ano, deixando naquele país tropas dedicadas a treinar as forças de segurança afegãs e realizar operações de combate ao terrorismo. Obama aprovou no mês passado uma ligeira expansão do papel dos EUA nas operações de combate ao terrorismo.

Há preocupações no Afeganistão, no entanto, sobre o aumento de ataques do Taliban na capital, Cabul. Obama, que fez do fim da guerra no Afeganistão uma prioridade, disse que os desafios permanecem. “O Afeganistão ainda é um lugar perigoso”, disse ele.

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