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O mundo precisará de ‘duas Terras’

A demanda actual por recursos naturais ultrapassa em quase um terço o que o planeta tem condições de fornecer e, se continuar assim, em cerca de 30 anos o mundo precisará de duas Terras para que seja mantido o estilo de vida dos seus habitantes.

Essa é a conclusão da organização WWF no relatório Planeta Vivo 2008, preparado em conjunto com a Zoological Society, de Londres, e o Global Footprint Network.

De acordo com o documento, o actual nível de consumo coloca em risco a futura prosperidade do planeta com impacto no custo de alimentos, água e energia.

“Se a nossa demanda por recursos do planeta continuar a aumentar no mesmo ritmo, até meados dos próximos 30 anos (década entre 2030 e 2040), nós precisaremos do equivalente a dois planetas para manter o nosso estilo de vida”, disse o director da WWF International, James Leape.

Os ambientalistas afirmam que o planeta está em direcção a uma “crise de crédito ecológica”.

“Os eventos dos últimos meses têm servido para mostrar que é uma tolice extrema viver além dos nossos meios”, disse o presidente internacional da WWF, Emeka Anyaoku.

“A crise financeira global tem sido devastadora, mas não é nada comparado com a recessão ecológica que estamos a enfrentar”, afirmou.

Segundo Anyaoku, as perdas de cerca de US$ 2,8 triliões sofridas pelas instituições financeiras com a crise – segundo estimativa recente do Banco da Inglaterra – são pequenas perto do equivalente a cerca de US$ 4,5 triliões em recursos destruídos a cada ano.

‘Devedores ecológicos’

O documento afirma que mais de três quartos da população do mundo vivem em países onde os níveis de consumo ultrapassam as condições de renovação ambiental.

Isso faz com que eles sejam “devedores ecológicos”, o que significa que estão a usar recursos agrícolas, florestais e marítimos que possuem e ainda os de outros países para sustentá-los.

Os países com o maior impacto no planeta são os Estados Unidos e a China, que, juntos, representam cerca de 40% da Pegada Ecológica do mundo – que mede a quantidade de terra e água necessária para fornecer os recursos utilizados e absorver os resíduos deixados.

Já outros países, como o Brasil, são “países credores ecológicos”, já que “ainda possuem mais recursos ecológicos do que consomem”, e “exportam” a sua biocapacidade para os devedores.

O relatório, divulgado bianualmente, traz dois indicadores da saúde da Terra. Um deles é o Índice Planeta Vivo, que reflecte o estado dos ecossistemas do planeta.

Baseado nas populações mundiais de 1.686 espécies de vertebrados, como peixes, aves, répteis e mamíferos, esse indicador apresentou uma redução de quase 30% em apenas 35 anos.

O outro índice medido no relatório Planeta Vivo é a Pegada Ecológica, que evidencia a extensão e o tipo de demanda humana por recursos naturais e sua pressão sobre os ecossistemas. A média individual mundial é de 2,7 hectares globais por ano.

O índice recomendado no relatório para que a biocapacidade do planeta seja suficiente para garantir uma vida sustentável seria de 2,1 hectares por ano por pessoa. No entanto, a média brasileira por pessoa já supera este patamar e está actualmente em 2,4 hectares por ano.

 

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