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Núcleo Provincial de Combate ao Sida na Zambézia equipara-se a um “clube de amigos”

Desde que Armando Gemusse substituiu Manuela Dalas na coordenação do Núcleo Provincial de Combate ao Sida (NPCS) na Zambézia, este deixou de ser um órgão de coordenação de actividades que visam mitigar o impacto do HIV/SIDA.

Segundo a edição desta Segunda-feira do Diário da Zambézia, desde que Manuela Dalas deixou o cargo de coordenadora, aquele núcleo andou em águas turvas e a situação piorou quando os financiadores reduziram a sua intervenção e o dinheiro começou a sair a conta gotas.

As associações que trabalham na luta contra esta doença ficaram desamparadas, porque dependiam directamente do financiamento do NPCS. Resultado, quase que não se ouve falar de associações nenhumas, na província da Zambézia, porque a fonte “secou”.

A situacao, segundo o Diário da Zambézia, piorou mais ainda quando Armando Gemusse tomou conta do NPCS como coordenador em substituicao da Manuela Dalas. De lá para cá, várias foram as inquietações levantadas em volta da gestão do NPCS-Zambézia.

Semana passada, o governador da Zambézia, Francisco Itai Meque, reuniu-se com os funcionários do NPCS-Zambézia para averiguar o que está a acontecer com o núcleo no referente às suas actividades, e aos seus planos.

Pelo que foi tornado público, a direcção do NPCS não apresentou argumentos palpáveis ao governador, ao ponto de este  dizer que os funcionários só estão a receber salários sem que trabalhem.

Joana Mangueira dá prazos

Depois de o assunto ter-se tornado público, a directora geral do Conselho Nacional de Combate ao Sida, Joana Mangueira, foi forçada a viajar a Quelimane para ouvir e ou saber o que se passa no NPCS-Zambézia.

Mangueira viveu tudo o que se passa no NPCS-Zambézia, porque, quando chegou teve um encontro com as associações que trabalham na mitigação do HIV/SIDA na Zambézia.

Aí, a directora geral do CNCS ficou a saber que o Núcleo da Zambézia não partilha com ninguém os planos de trabalho, os orçamentos e muito menos outros documentos que interessam as associações.

Isto faz com que as associações que trabalham na mitigação desta doença fiquem à leste, porque não sabem nada o que se passa naquele núcleo. Foi dai que, neste encontro, os participantes disseram à Joana Mangueira que não existe núcleo nenhum aqui, se não um clube de amigos.

Os participantes foram mais longe ao afirmarem que já lá se foi o tempo em que o combate ao HIV era tarefa de todos. Agora, não óptica dos associados, o combate é feito no gabinete por parte do NPCS, o que, de certa maneira, deixa muitas dúvidas.

E depois de ouvir estas lamentações todas, Joana Mangueira não tinha outra saída se não dar prazos à direcção do NPCS para que partilhe o mais breve possível com as associações, todos os documentos inerentes ao combate ao Sida, como forma de não pôr em causa o Plano Estratégico Nacional.

O recado ficou e, neste momento, cabe à direcção de Armando Gemusse trabalhar para inverter o cenário negro que se vive no NPCS na Zambézia.

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