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Novos investimentos para sector ferro-portuário em Moçambique

Moçambique tem vindo a registar, nos últimos anos, investimentos de vulto no sector ferro-portuário, a maioria dos quais devido ao crescimento da exploração mineira no país, com particular destaque para o carvão mineral, cuja exportação deverá arrancar brevemente.

Segundo o Presidente do Conselho de Administração da empresa Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique (CFM), Rosário Mualeia, o maior volume de investimentos regista-se na construção do novo porto de carvão em Nacala-Porto, avaliado em 1,5 biliões de dólares.

“Já há estudos feitos em Nacala-Porto para a construção de um terminal de carvão. Os investidores já estão no terreno a fazer projectos no sentido de construir a linha que passa por Malawi (a referida linha parte de Moatize para o Porto de Nacala). Eles vão reabilitar a linha onde é preciso e construir o resto”, disse Mualeia, falando a imprensa a margem da cerimónia de reintrodução do serviço de transporte ferroviário de passageiros de Maputo a Goba.

Paralelamente, está a ser desenvolvido pela JICA, agência japonesa, um projecto para a construção de um porto em Nacala, orçado em 200 milhões de dólares. Outros investimentos estão a ser realizados nos sistemas ferroportuário das regiões sul e centro do país.

Segundo Mualeia, no sistema ferro-portuário da zona sul estão a ser investidos cinco milhões de dólares norte-americanos na aquisição de equipamento, sobretudo de locomotivas e material rolante. Enquanto isso, na zona centro, concretamente no corredor da Beira, província de Sofala, foram realizados investimentos no valor de cerca de 200 milhões de dólares.

“Investimos na zona centro 20 milhões só para aquisição de material circulante. Também fizemos investimentos na dragagem do porto da Beira que na ordem de 43 milhões de dólares na reabilitação da Linha de Sena, entre outros. Neste sistema, podemos falar de investimentos em mais de 200 milhões de dólares”, disse.

Para Mualeia, os investimentos realizados nos últimos tempos são superiores aos registados nos primeiros anos da independência, mais concretamente na década de 80.

De referir que muitas infra-estruturas ferro-portuária de Moçambique ficaram danificadas devido à guerra de 16 anos.

“Viemos investindo grandes valores nos últimos tempos. Na década de 80 os investimentos na linha do norte foram na ordem dos 500 milhões de dólares. Depois das chuvas do ano 2000 a linha de Limpopo, em Gaza ficou danificada e exigiu grandes investimentos, mesmo assim, não chegaram aos biliões” assegurou.

Mualeia garantiu que os investimentos em causa já são efectivos, visto que já foram cumpridos algumas formalidades, como acordos, realização de estudos de viabilidade, entre outros. Num outro desenvolvimento, Mualeia manifestou a sua satisfação com a maioria das concessões feitas, apesar de o desempenho no Corredor Norte ainda “deixar muito a desejar”.

“Estamos a fazer lucros. Há desempenho que deixa a desejar, sobretudo no Corredor do Norte, mas há algumas concessões que estão a registar resultados positivos, como são os casos do MPDC em Maputo, Cornelda, na Beira, entre outros”, explicou, acrescentando que “não podemos dizer que estamos muito aflitos”.

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