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Novo confronto na Tailândia deixa um soldado morto e 18 civis feridos

Novo confronto na Tailândia deixa um soldado morto e 18 civis feridos

Um militar foi morto e 18 civis ficaram feridos esta quarta-feira, dia 28, quando as forças de segurança tailandesas tentaram bloquear uma manifestação dos “camisas vermelhas”, oposicionistas que exigem a dissolução do atual governo. Esse incidente aumenta o número de mortos para 27 e o de feridos para mais de mil, desde o início dos conflitos políticos em 10 abril.

Este confronto estourou quando cerca de 900 soldados e policiais interromperam uma manifestação de 2 mil “camisas vermelhas”. Os oposicionistas saíram do campo onde se concentravam, no centro de Bangcoc, para levar o seu apoio aos habitantes dos subúrbios. As forças de ordem fizeram disparos de aviso e testemunhas mencionaram o uso de balas de borracha.

Mas, após o término do conflito, era nítido que os conflitos foram mais sérios. Dezoito civis foram hospitalizados em quatro estabelecimentos, segundo um responsável do serviço geral de urgência em Bangcoc. Ao menos três estavam em estado grave durante a noite. O exército informou que um soldado levou um tiro na cabeça. “Deixamos bem claro, há muito tempo, que não deixaríamos os manifestantes saírem (do centro da cidade), mas eles nos desafiam sempre”, justificou o general Dithapron Sasasamit do Comando Interno das Operações de Segurança (ISOC).

Jatuporn Prompan, um dos líderes da oposição, se defendeu dizendo que os soldados começaram atirando. Os “camisas vermelhas” exigem a renúncia do primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva e controlam uma vasta região do centro. Eles levantaram barricadas em torno da área e estão sempre a espera de confrontos. Cerca de 200 caminhões e 500 motos saíram da base na manhã desta quarta-feira em direção ao norte da capital.

Na segunda-feira, as forças de ordem haviam retirado uma barragem da rodovia e prenderam onze militantes no local. “Estamos em guerra. Eles lutam contra pessoas sem armas”, acusou Jatuporn. A crise, que dura desde meados de março, parece se espalhar pela província, a partir de agora. Os “camisas vermelhas” realizam diversas investidas no subúrbio para impedir que as forças de ordem enviem reforços.

Os manifestantes julgam Abhisit ilegítimo e afirmam que não sairão do centro antes do governante renunciar e que sejam convocadas eleições antecipadas. Bangcoc foi posta, no dia 7 de abril, sob o regime de emergência, mas a agitação não enfraqueceu. Nesta quarta-feira, a situação do Partido Democrata de Abhisit ficou ainda mais delicada.

Um dossier foi levado em consideração pelo Tribunal Constitucional. Nele, o partido é acusado de ter recebido uma doação irregular de 258 milhões de bahts (59 milhões de euros) em 2005 e o processo pode levar a dissolução. Diante da resistência do líder do exército Anupong Paojinda em utilizar a força para reconquistar o centro da cidade, Abhisit está tendo dificuldade de recuperar a calma, deixando entender durante uma entrevista à BBC que a crise vai além de medidas paliativas.

Questionado sobre a possibilidade de renúncia, ele respondeu que se considera um obstáculo à estabilidade da Tailândia: “certamente, jamais coloco meus interesses pessoas acima dos do meu país”. “Há de se convir que os problemas enfrentados no momento não são puramente políticos”, acrescentou ainda Abhisit. “Existem questões de segurança, problemas com terrorismo em jogo”.

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