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No Egipto, acordo com FMI traz austeridade que poucos podem arcar

Poucos anos atrás, Imad não teria imaginado estar numa fila sob o forte sol na capital do Egipto para receber uma porção semanal de leite infantil subsidiado, mas a alta nos preços indica que o salário desse servidor público mal dure até o fim do mês, e o Governo está a apertar ainda mais o cinto.

“Gastos com electricidade cresceram, com alimentos também. A única coisa que não subiu no Egipto foi o salário do povo, e mesmo assim tudo o que eles discutem é cortar subsídios”, disse Imad.

Pressionada por problemas económicos e uma crise política desde o levante de 2011 para derrubar Hosni Mubarak, egípcios estão a preparar-se para uma nova era de austeridade.

As reformas são parte de um programa para cortar o déficit orçamentário e reequilibrar os mercados de câmbio sob promessas ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a fim de assegurar um empréstimo de 12 biliões de dólares em três anos.

Mas a oposição política às medidas envolvendo cortes de subsídios, desvalorizações e novos impostos, ao passo que dezenas de milhões de pessoas dependem de alimentos subsidiados pelo Estado, fazem desse um programa ambicioso.

O custo do fracasso, dizem economistas, é alto. O déficit no orçamento está perto de 10 por cento do PIB. A inflação está em 14 por cento e uma escassez em divisas externas tem prejudicado importações.

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