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Negociação climática em Bangcoc termina com apelo aos países ricos

A negociação internacional sobre as mudanças climáticas organizada durante duas semanas em Bangcoc terminou esta sexta-feira com um apelo por mais comprometimento dos países ricos – o suficiente para permitir um novo acordo mundial em Copenhague daqui a dois meses. “A bola está agora no campo dos países desenvolvidos”, que devem ser “claros”, estima Michael Cutajar, que preside um dos grupos de trabalho da Convenção Marco das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (CMNUCC).

Encerrada a rodada de Bangcoc, restam apenas cinco dias de negociações (num encontro em Barcelona, no início de novembro) antes da cúpula do clima na capital dinamarquesa, que acontecerá entre os dias 7 e 18 de dezembro com o objetivo é concluir um novo acordo mundial de combate ao aquecimento global que dê continuidade e intensifique as metas estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto, que expiram em 2012.

Mas as negociações sob a égide das Nações Unidas não são “o único terreno de negociação”, lembra Yvo de Boer, secretário-executivo da CMNUCC, que se declarou otimista sobre as chances de êxito em Copenhague. Assim, o clima deve aparecer com destaque na agenda de Barack Obama durante sua primeira visita à Ásia como presidente dos Estados Unidos, em novembro. Entre 18 e 19 de outubro, está prevista em Londres uma reunião dos principais poluidores do planeta (G8 e grandes países emergentes como China, Índia e Brasil).

Além disso, continua sendo discutida a possibilidade de uma cúpula de chefes de Estado e Governo antes de Copenhague. “Os países em vias de desenvolvimento estão frustados, e isso é totalmente compreensível”, acredita Alden Meyer, da ONG americana Union of Concerned Scientists. “Se os países industrializados não mostrarem suas cartas quando o assunto é dinheiro, não haverá acordo, é claro”.

Mas para Jonathan Pershing, número dois da delegação americana, a questão deve ser colocada em outros termos. “A bola está no campo de todos os países”, afirma. “A noção segundo a qual deveríamos ter um acordo que se concentre explícita e exclusivamente em um punhado de países não nos parece boa”. As duas semanas de discussões em Bangcoc recordou aos presentes que a volta dos Estados Unidos à mesa da negociação climática, após anos de inação sob o governo de George W. Bush, traz problemas.

Dois deles são o formato do próximo acordo, já que os americanos têm aversão do Protocolo de Kyoto, e o nível de compromisso em relação à redução das emissões de gases causadores do efeito estufa. A União Europeia (UE), cuja mensagem em Bangcoc soou algo confusa, também foi objeto de fortes críticas. O bloco europeu já não consegue manter o título de “líder climático”, indica Tove Ryding, do Greenpeace.

“Nesta semana, conseguiram criar uma confusão completa em torno do Protocolo de Kyoto”. Pouco antes do fim da reunião, o anúncio da atribuição do prêmio Nobel da Paz a Barack Obama gerou reações positivas no centro de conferências da capital tailandesa. “Espero que isso seja um estímulo para que (Obama) se comprometa com força a favor de (um acordo) em Copenhague”, declarou Yvo de Boer à AFP.

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