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Negligência das tripulações causou acidente entre Mapapai e do ferry-boat

As tripulações do barco Mapapai I e do ferry-boat Mpfumo negligenciaram a observância das regras elementares de navegação marítima, facto que resultou na colisão da primeira embarcação com a segunda quando fazia a travessia Maputo/KaTembe, na capital moçambicana, e resultou na morte de duas pessoas.

O Administrador Marítimo da Cidade e Província de Maputo, Maulide Nuro, diz que a comissão de inquérito criada para apurar as causas daquele sinistro, ocorrido em Junho último, concluiu que os tripulantes tinham várias possibilidades para evitar a colisão mas não recorreram aos meios que estavam ao seu alcance.

“Houve negligência por parte das tripulações porque os barcos navegavam próximos um do outro, o que contraria as regras de navegação marítima”, indicou a fonte citada pelo jornal Noticias.

Explicou que o operador do Mpfumo poderia, muito bem, ter usado sinais sonoros para alertar a tripulação do Mapapai I, para além de que esta última, devido ao seu tamanho, podia ter-se afastado da rota de colisão porque tinha muito espaço de manobra.

Neste contexto, segundo explicou, as culpas são repartidas, sendo 75 por cento para os tripulantes do Mapapai, uma vez que cortaram a proa (passar por frente) do ferry-boat, enquanto tinham mais espaço para navegar por se tratar de um barco pequeno. “Os restantes 25 por cento de culpabilidade cabem aos operadores do Mpfumo porque não recorreram ao uso de sinais sonoros, por exemplo buzina, para alertar o outro barco. Uma vez que se trata de um barco maior, não tinha grande possibilidade de manobra porque podia encalhar”, explicou.

A fonte disse que o pânico no seio dos passageiros também contribuiu para que o barco Mapapai adornasse, uma vez que estes foram quase todos para o mesmo lado.

A Administração Marítima recomendou para que qualquer barco, antes de embarcar passageiros e carga, observe, rigorosamente, o número e a quantidade, respectivamente, para evitar situações desagradáveis.

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