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Não “Habemus Papam”

Na manhã do dia 11 de Fevereiro de 2013, o Papa Bento XVI surpreendeu o mundo com a notícia de que deixará o pontificado a partir de 28 daquele mesmo mês, às 20 horas (hora de Roma). Em latim, durante um consistório para a canonização de dois mártires no Vaticano, o pontífice, de 85 anos de idade, afirmou que renuncia devido à idade avançada e por “não ter mais forças” para exercer o cargo.

O último Papa a renunciar antes de Bento XVI foi Gregório XII, em 1415. A renúncia foi parte de uma negociação feita no Concílio de Constança, no período do Grande Cisma do Ocidente – uma grande crise religiosa que ocorreu na Igreja Católica de 1378 a 1417. Gregório tinha 90 anos à época e a sua renúncia fez com que a crise estancasse.

O comunicado de Bento XVI foi publicado no site da Rádio Vaticano e traduzido em 38 idiomas. Eis o teor:

“Caríssimos Irmãos,

Convoquei-vos para este Consistório não só por causa das três canonizações, mas também para vos comunicar uma decisão de grande importância para a vida da Igreja. Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus, cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são idóneas para exercer adequadamente o ministério. Estou bem consciente de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só com as obras e com as palavras, mas também igualmente sofrendo e rezando. Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho é necessário também o vigor, quer do corpo, quer do espírito; vigor este, que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, sucessor de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais em 19 de Abril de 2005, pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20 horas, a sede de Roma, a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice.

Caríssimos Irmãos, verdadeiramente de coração vos agradeço por todo o amor e a fadiga com que carregastes comigo o peso do meu ministério, e peço perdão por todos os meus defeitos. Agora confiemos a Santa Igreja à solicitude do seu Pastor Supremo, Nosso Senhor Jesus Cristo, e peçamos a Maria, sua Mãe Santíssima, que assista, com a sua bondade materna, os Padres Cardeais na eleição do novo Sumo Pontífice. Pelo que me diz respeito, nomeadamente no futuro, quero servir de todo o coração, com uma vida consagrada à oração, a Santa Igreja de Deus.

Vaticano, 10 de Fevereiro de 2013.

BENEDICTUS PP XVI”

Bento XVI testemunhou o calvário de seu antecessor. E tomou o caminho oposto

Nos últimos dois anos, as aparições públicas do Papa Bento XVI passaram a despertar as lembranças da recta final do pontificado do seu antecessor, João Paulo II ? e não por causa da forte ligação pessoal entre os dois. Assim como o pontífice polonês, o alemão, que mostrava boa condição de saúde na primeira metade do seu papado, passou a ser incapaz de ocultar o seu sofrimento.

Os sinais claros de que a idade pesava sobre seus ombros – a voz frágil, os movimentos lentos, o olhar com aspecto vitrificado, a necessidade de auxílio para se movimentar – já despertavam as mesmas preocupações que cercaram João Paulo II no crepúsculo da vida. Os especialistas começavam a listar possíveis sucessores.

“Não existe redenção sem sofrimento”

Ainda assim, a notícia repentina da sucessão papal chocou a todos – afinal, ninguém pensava na possibilidade de renúncia. O anúncio feito por Bento XVI é surpreendente não apenas pelo histórico da Igreja Católica, mas também pelo forte contraste em relação ao desfecho escolhido pelo alemão, que acompanhou de perto o antecessor no seu calvário público – e testemunhou, também, a prova de fé do polonês ao suportar o sofrimento por acreditar que só a morte deveria interromper a sua missão como Papa.

O então cardeal Joseph Ratzinger foi a figura mais influente e poderosa do Vaticano no pontificado de João Paulo II (com excepção do próprio Papa, evidentemente). Os dois tinham uma fortíssima ligação, já que compartilhavam de visões parecidas a respeito do estado da Igreja e do futuro do catolicismo.

Como homem forte do papa na defesa da doutrina, o alemão era um dos interlocutores mais frequentes de João Paulo II – talvez só os auxiliares pessoais do Papa tivessem maior acesso a ele.

Nesse contexto, Ratzinger acompanhou ao vivo, e sempre muito de perto, cada momento da luta do pontífice contra a sua doença. Ele já não conseguia andar, falar nem mastigar, com a maior parte dos seus músculos internos enrijecida pelo Parkinson. Ainda assim, continuava a tentar cumprir os seus compromissos públicos – e protagonizando cenas comoventes de devoção e fé.

O terceiro pontificado mais longo de todos os tempos chegou ao seu término com uma exposição pública de dor jamais vista na história da Igreja Católica. Mas houve um sentido nisso. Paralisado e silenciado pela doença, João Paulo II transubstanciou o seu calvário particular numa mensagem universal: a de que não existe redenção sem sofrimento (uma mensagem sobre a qual, aliás, se alicerça o cristianismo). João Paulo II carregou a sua cruz diante dos olhos do mundo. Muitos podiam não concordar com tudo o que o Papa polonês pregou e defendeu. Mas tornou-se impossível não admirá-lo pela sua coragem na saúde e na doença, na vida e na morte.

Papa diz que renúncia não significa abandonar a Igreja

O Papa Bento XVI disse no passado domingo (24) que Deus o chamou para se dedicar ainda mais à oração e à meditação. Na sua homilia, ele afirmou que continuará o seu trabalho religioso de um modo mais adequado à sua idade e forças, assim que for efectivada a sua renúncia ao pontificado.

Bento XVI rezou o seu último Angelus – oração dominical feita pelo pontífice – numa lotada Praça de São Pedro, na qual se reuniram cerca de 200.000 fiéis, peregrinos e turistas, que se quiseram despedir. A multidão chegou a ocupar, inclusive, a via da Conciliação e outras ruas adjacentes à praça.

Emocionado, o Papa foi interrompido várias vezes por aplausos da multidão durante a sua mensagem aos fiéis. O pontífice, que daqui a dois meses completará 86 anos, falou da sua retirada “à montanha”, mas esclareceu que isto “não significa abandonar a Igreja”. “É mais, se Deus pede-me isso, é porque eu poderei continuar a servir com as mesmas condições e o mesmo amor com o qual o fiz até agora, mas de um modo mais adequado à minha idade e às minhas forças”, afirmou.

Bento XVI escolheu para o segundo domingo de Quaresma a passagem do Evangelho de Lucas sobre a transfiguração do Senhor, no qual relata como Jesus se transformou enquanto rezava numa espécie de retirada espiritual no monte Tabor na companhia dos apóstolos Pedro, Tiago e João. Ao meditar sobre essa passagem do Evangelho, o pontífice ressaltou a primazia da oração, sem a qual todo o compromisso do apostolado e da caridade se reduz a activismo, sustentou.

Na Quaresma, “aprendemos a dar o seu devido tempo à oração, tanto pessoal como comunitária, que encoraja a nossa vida espiritual”, afirmou Bento XVI. “A oração não representa o isolamento do mundo e das suas contradições, como no monte Tabor queria fazer Pedro, pois a oração conduz ao caminho, à acção”, explicou.

O Papa afirmou que a vida cristã que menciona na mensagem da Quaresma consiste num contínuo subir à montanha para se encontrar com Deus, para depois “descer levando o amor e a força a fim de servir a nossos irmãos e irmãs com o mesmo amor de Deus”, acrescentou.

Sumo Pontífice recebeu relatório “demolidor” a 17 de Dezembro

O Papa Bento XVI recebeu a 17 de Dezembro um relatório de conteúdo “demolidor”, relacionado com a investigação ao chamado caso ‘Vatileaks’, que terá tido influência na sua decisão de resignar ao cargo, noticiou na passada Quinta-feira (21) o jornal italiano La Repubblica.

O relatório, que tem três centenas de páginas, está dividido em volumes e foi guardado na caixa forte do apartamento do pontífice, resulta de uma investigação realizada pelos cardeais Julián Herranz, Josef Tomko e Salvatore de Giorgi, à extracção de documentos do gabinete do Papa.

O caso, que ficou conhecido como ‘Vatileaks’, levou à detenção do mordomo do Papa, Paolo Gabriele, por ter entregue tais documentos a um jornalista. Gabriele foi declarado culpado pelo tribunal do Vaticano de roubo de documentos confidenciais do apartamento do Papa. Bento XVI indultou-o posteriormente.

Paolo Gabriele, de 46 anos, pai de três filhos, pediu perdão por ter traído o Papa, mas disse ter agido para salvar a Igreja e o Papa. Nalgumas das intervenções que fez em público, Bento XVI chegou a dizer que a Igreja Católica iria conseguir resistir ao “mal destruidor”.

“Tudo gira em torno do sexto e do sétimo mandamentos”, disse ao ‘La Repubblica’ uma fonte muito próxima de um dos autores do relatório, lembrando o jornal que estes dizem para não roubar ou cometer adultério (não furtar ou pecar contra a castidade, na fórmula catequética). O documento “revelaria lutas de poder, má gestão económica, relações homossexuais…”

O ‘La Repubblica’ lembra um escândalo que, em 2010, revelou encontros sexuais entre um membro do coro do Vaticano e um dos cavaleiros de Sua Santidade, Angelo Balducci. Numa gravação, que apareceu em público na altura, Balducci surge a conversar com um membro do coro do Vaticano e este diz-lhe: “Só te digo que tem 2 metros, pesa 97 quilos, tem 33 anos e é completamente ‘activo'”.

A posse deste documento, diz o jornal italiano, que fala mesmo na possível existência de um “lóbi ‘gay’ no Vaticano” levou o Papa Banto XVI a reflectir sobre a luta que é preciso travar pelo futuro da Igreja e, em última análise, terá influenciado a sua decisão. “O relatório será entregue ao próximo Papa, que deverá ser bastante forte, jovem e santo para poder levar a cabo o trabalho que o espera”, escreve o ‘La Repubblica’.

Vaticano confirma que “Vatileaks” só será transmitido ao novo Papa

Esta semana, o Vaticano anunciou que o relatório do inquérito sobre o escândalo da fuga de documentos confidenciais “Vatileaks” será transmitido exclusivamente ao novo Papa.

“O Papa decidiu que os actos (…) estarão à disposição exclusiva do seu sucessor”, declarou o padre Federico Lombardi, durante um encontro com a Imprensa.

Bento XVI recebeu a comissão dos três cardeais reformados, que dirigiu um inquérito, desde Abril passado, a pedido do Papa, sobre aquele escândalo: o cardeal espanhol Julian Herranz, o eslovaco Jozef Tomko e o italiano Salvatore de Giorgi.

Na conclusão dos seus trabalhos, (o Papa) quis cumprimentar os três cardeais pelos resultados e manifestar-lhes a sua satisfação. A par das falhas humanas, características de qualquer instituição, o inquérito mostra a generosidade, a rectidão e o espírito de serviço de quem trabalha na Santa Sé, em apoio da missão que Cristo confiou ao sucessor de Pedro”, indicou o porta-voz.

Como será a escolha do sucessor de Bento XVI

Até que a famosa frase “habemus papam” seja pronunciada, um longo caminho será percorrido pelos membros do Colégio de Cardeais.

O decano do Colégio de Cardeais, o italiano Angelo Sodano, será responsável por convocar uma reunião para a eleição papal – ou conclave, que deverá ter início em meados de Março, ou mais cedo pois esta semana o Papa Bento XVI aprovou as mudanças na legislação da Igreja Católica para permitir que os cardeais iniciem o conclave onde será eleito o seu sucessor antes do prazo estipulado – 15 dias após o início da Sé Vacante, período que começa com a morte ou renúncia de um Sumo Pontífice.

A mudança no documento papal aprovado pelo seu antecessor permite aos cardeais realizar o conclave antes do dia 15 de Março, prazo originalmente estipulado. Na semana passada, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, já havia adiantado essa possibilidade, uma vez que a Igreja está a lidar com uma renúncia anunciada previamente, e não com uma súbita morte do pontífice.

Segundo Lombardi, é preciso esperar o início da Sé Vacante e a reunião dos cardeais para se saber o dia em que começará a escolha do novo Papa. No início da Sé Vacante, começam as congregações de cardeais, durante as quais será definida a data do conclave. A primeira congregação será realizada em 1 de Março, horas depois da saída definitiva de Bento XVI do pontificado. A partir desse dia, os cardeais poderão anunciar a data do conclave.

O conclave

Dos votantes no conclave, 67 foram designados por Bento XVI e cinquenta pelo seu antecessor, João Paulo II. Sessenta e um são europeus (sendo 21 italianos) dezanove são latino-americanos, catorze são norte-americanos, onze são africanos, outros onze asiáticos e um cardeal é da Oceania.

Entretanto o cardeal europeu, Keith O’Brien, anunciou na Segunda-feira a sua renúncia como arcebispo de St. Andrews e Edimburgo depois de ter sido acusado de “comportamento inadequado” contra outros religiosos na década de 80. O’Brien, de 74 anos, era o membro mais velho da Igreja Católica na Grã-Bretanha e seria o único representante britânico no conclave para escolher o novo Papa após a recente renúncia de Bento XVI.

Também esta semana, o ex-procurador contra a pedofilia do Vaticano, Charles Scicluna, afirmou que os cardeais suspeitos de acobertar casos de pedofilia cometidos por padres têm o direito e o dever de participar do conclave para escolher o próximo Papa após a renúncia de Bento XVI. Em países como Estados Unidos, Bélgica e Irlanda, os católicos e as associações de vítimas estão a pressionar as igrejas nacionais para que estes cardeais não participem na eleição do novo Papa. É o caso do cardeal de Los Angeles, Roger Mahony, destituído das suas funções no mês passado por ter protegido padres acusados de abusos sexuais.

Durante o conclave, os cardeais hospedam-se no Vaticano e não devem ter nenhum contato com o mundo exterior – o uso de celulares não é permitido e também é proibido o acesso à Internet, TV e rádio. Isolados na Capela Sistina, antes de começar o conclave, os cardeais juram que seguirão as regras e que guardarão segredo sobre a eleição – mesmo depois do anúncio do novo Papa – sob pena de excomunhão.

Ao longo do processo de escolha do sucessor, há uma discussão sobre os possíveis candidatos. A campanha aberta não é permitida, mas o sistema tem um alto grau político. Teoricamente, qualquer fiel adulto, baptizado e não casado, pode ser eleito Papa, apesar de, durante séculos, terem sido eleitos apenas cardeais.

Três cardeais escrutinadores são eleitos para ocupar a mesa onde serão apurados os votos, e outros três para revisar o processo. Há ainda outros três escolhidos para recolherem os votos dos cardeais impossibilitados de comparecer à capela.

A votação é feita à mão, em boletins onde está escrito, em latim: “Escolho para sumo pontífice”. Ao depositar o voto sobre um prato, que servirá para despejar o voto numa urna, o cardeal deve dizer em voz alta: “Invoco como testemunha Cristo Senhor, o qual há-de julgar que o meu voto é dado àquele que, segundo Deus, julgo que deve ser eleito”.

No final do processo, todos os boletins e anotações são queimados na estufa com chaminé da Capela Sistina. Se não houver maioria, a fumaça será preta. Se houver um eleito, a fumaça será branca.

A eleição do novo pontífice ocorre quando há maioria de dois terços dos votos. João Paulo II havia mudado a regra para permitir que, depois de 12 dias de votação inconclusiva, o sucessor pudesse ser definido com maioria simples. No entanto, em 2007, Bento XVI aprovou um decreto revertendo a decisão – volta a valer a regra de maioria de dois terços mais um voto, uma forma de incentivar os cardeais a chegar a um consenso.

Se depois de três dias de votação ninguém tiver conquistado a maioria, o processo é suspenso durante um dia, uma pausa para orações e discussões informais. A partir da 34ª contagem, ocorre a votação entre os dois cardeais mais votados no último escrutínio.

O cardeal com o maior tempo de nomeação é quem tem a incumbência de anunciar o novo papa. Da sacada da Basílica de São Pedro, no Vaticano, o cardeal anuncia a decisão aos fiéis com a célebre frase “Habemus papam” (“Temos Papa” em português).

“Que Deus nos dê um homem justo”

A Igreja Católica, em Moçambique, convocou uma conferência de imprensa, na última quarta-feira, para falar da renúncia de Bento XVI e da sua sucessão. O Bispo auxiliar de Maputo, Dom João Carlos Nunes, referiu, na ocasião, que o Papa que deixou o lugar à disposição foi, durante o seu pontificado, “iluminado e corajoso”.

“Não foram os casos de pedofilia que levaram à renúncia do Papa”, defende. Aliás, “no início do seu pontificado, ele fez saber que aquele não era o momento de demitir-se”. Ou seja, “isso quer dizer que ele estava plenamente consciente”.

“Precisamente em momentos como este é que se faz necessário resistir e superar as situações difíceis”, foram palavras de Bento XVI no início, quando ocupou o lugar do Papa João Paulo II.

Nessa altura, conta, a questão da renúncia foi abordada. No entanto, o Papa esclareceu que a mesma só poderia ser equacionada quando fosse consciente de já não dispor de condições físicas, mentais e espirituais para exercer o cargo que lhe foi confiado.

Quanto ao sucessor de Bento XVI, os responsáveis da Igreja Católica no país acreditam que “o Papa que vier será o justo” porque acontecerá“num momento de oração da Igreja”.

“Queríamos que todos percebamos que não é uma questão de campanha eleitoral na qual ganhará aquele que reúne este ou aqueles requisitos. É uma questão de oração, de pedido a Deus, de evocação da nossa fé para que nos calhe o homem justo”, disse.

A origem ou proveniência do sucessor, diz, é uma falsa questão e não responde aos princípios da Igreja. Nessa ordem de ideias “pode ser um Papa africano ou de qualquer outro continente. A nível da Igreja Católica – é preciso dizer isto – na nomeação o aspecto racial ou de proveniência não é relevante”.

Portanto, o que se pretende é “que apareça o homem justo”.

Refira-se, contudo, que a idade avançada do Cardeal Alexandre Maria dos Santos – mais de 80 anos – deixa Moçambique sem representação no conclave que vai escolher o sucessor de Bento XVI.

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