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Nampula supera meta de tratamento do cajueiro

A província de Nampula está a registar, por parte dos produtores de castanha de caju, uma grande procura de serviços visando o maneio daquela cultura de rendimento. Este facto concorreu para a superação em cerca de 200 mil cajueiros da meta de 2.200 milhões de plantas que foi atribuída àquela parcela do país para a pulverização contra o oídio, de acordo com Eugénio Amós, delegado do Instituto de Fomento do Caju.

Segundo a mesma onte, a pulverização do cajueiro naquela região vai prolongarse até finais do próximo mês de Setembro, em conformidade com o calendário previamente fixado pelo Incajú, facto que dá indicações que o número de plantas tratados na província possa ser ainda maior do que o conseguido até ao momento. A grande procura dos serviços de maneio do cajueiro por parte dos produtores daquela cultura em Nampula está relacionada com a redução registada e a estabilização do preço dos combustíveis no mercado, o que estimulou os provedores a envolverem-se de forma mais dinâmica no processo de tratamento das plantas.

A pulverização é feita através de atomizadores que funcionam à base de gasolina e de óleos lubrificantes. Segundo Eugénio Amós, o receio de que a presente campanha agrícola poderia resultar num fracasso, sobretudo devido à escassez ou queda irregular de chuvas em algumas regiões de Nampula, motivou os produtores de castanha de caju a envolverem-se com afinco no maneio daquela cultura de rendimento, sobretudo nas regiões que o ano passado sofreram duramente os efeitos da passagem do ciclone “Jokwé”, que arrasou cerca de um milhão e quinhentos mil plantas.

Brevemente, o Incaju em Nampula vai apresentar a sua projecção em termos de volumes de produção de castanha de caju esperadas para a presente época agrícola, bem como as metas para comercialização., mas dados em nosso poder indicam que os resultados serão, de longe, superiores aos alcançados na safra 2007/2008, que não ultrapassou as 28 mil toneladas daquele produto estratégico. A cultura do caju constitui a base de sobrevivência das famílias produtoras, pois os rendimentos podem advir tanto da comercialização com resultados financeiros expressivos da sua castanha aos grandes operadores, visando alimentar a indústria do ramo, como também do fabrico de bebidas alcoólicas em forma de sumo ou aguardente através de métodos tradicionais.

Segundo Eugénio Amós, a estratégia para o subsector do caju na província de Nampula em elaboração para os próximos cinco anos, focaliza o processamento do falso fruto do caju em forma de sumo e aguardente, como forma de elevar os índices de rendimento financeiros que possam acelerar a mudança da qualidade de vida das comunidades rurais. Nesse esforço de agregação do valor à cultura de caju, a ADPP (Ajuda de Desenvolvimento de Povo para Povo), que trabalha estreitamente com o Incaju no maneio e repovoamento do parque cajuicola em Nampula, projecta a abertura de uma fábrica de processamento de sumo à base de maçã do caju.

A fábrica localizada no posto administrativo de Itoculo, distrito de Monapo, vai também garantir o treinamento das comunidades das técnicas de fabrico do sumo da maçã de caju como um produto para comercialização, mas, também para o consumo das mesmas no âmbito da adopção de boas praticas alimentares para elevação da qualidade de saúde.

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