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Na cidade e província de Maputo: Açúcar e farinha de trigo são comercializados com baixos índices de fortificação

Na cidade e província de Maputo: Açúcar e farinha de trigo são comercializados com baixos índices de fortificação

Foto de Fim de SemanaOs resultados preliminares do primeiro Observatório do Mercado, anunciados, quinta-feira, 7 de Dezembro, em Maputo, pela Associação para o Estudo e Defesa do Consumidor (ProConsumers) mostram que, em 760 estabelecimentos comerciais observados, dos quais 350 localizados na cidade de Maputo (14 mercados), 39,4 por cento dos produtos comercializados nestes estabelecimentos são fortificados, 41 por cento não fortificados e 19 por cento são produtos avulso.

Na província de Maputo, o estudo abrangeu 408 estabelecimentos comerciais (17 mercados), tendo sido constatado que 36,4 por cento dos produtos comercializados são fortificados, 47,5 não fortificados e 16,1 por cento avulso.

O exercício incidiu na observação da indicação de fortificação nas embalagens das farinhas de milho e trigo, sal, óleo e açúcar e tem por objectivo verificar a afluência de produtos fortificados no mercado, por forma a tirar ilações sobre os principais tipos de pontos de venda em que são comercializados, o nível da demanda, assim como possíveis constrangimentos.

Segundo consta, até à data da pesquisa, o açúcar e a farinha de trigo eram os produtos comercializados com baixos índices de fortificação em quase todos os mercados abrangidos pela pesquisa realizada pela ProConsumers, com o apoio da GAIN – Global Alliance for Improved Nutrition, com apoio financeiro da USAID – Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional e a Fundação Bill and Melinda Gates.

O presidente da ProConsumers, Francisco Lichucha, explicou que o Observatório do Mercado se enquadra juridicamente no facto de o Estado moçambicano ter decidido, por lei, que a fortificação de alimentos deve ser obrigatória, para cinco produtos, nomeadamente as farinhas de trigo e de milho, o sal, o óleo e o açúcar.

Sobre os resultados do estudo, Francisco Lichucha disse ter sido constatado que, de modo geral, “à medida que nos retiramos do centro da cidade para a periferia, a disponibilidade de produtos não fortificados aumenta”.

“Na cidade de Maputo, temos mais de 50 por cento de produtos fortificados no Mercado Central, seguido do Mercado de Matendene e, em terceiro lugar, o Mercado do Povo”, indicou, salientando que a disponibilidade de produtos fortificados, de uma forma geral na província de Maputo, situa-se abaixo de 50 por cento.

Por sua vez, Kátia dos Santos Dias, directora da GAIN em Moçambique, considerou que a defesa do consumidor é um tema muito importante e relevante no País, sendo fundamental que haja cada vez mais grupos associativos que possam defender o consumidor, dotando-o de conhecimentos sobre os seus direitos.

“A desnutrição crónica é, até certo ponto, atribuída à segurança e higiene dos alimentos e o nosso trabalho com a ProConsumers é de procurar fortalecer as suas capacidades, para que possam olhar ao pormenor o que é comercializado no País e zelar pela saúde e segurança do consumidor”, concluiu Kátia dos Santos Dias.

Importa realçar que, na ocasião, foi ainda lançada a página de internet da ProConsumers, que aborda diversos temas de interesse do consumidor, no seu relacionamento com os produtores e fornecedores de bens, produtos e serviços.

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