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Mulheres marcham na Síria para exigir libertação de homens

Mulheres marcham na Síria para exigir libertação de homens

Centenas de mulheres de uma cidade síria que tem testemunhado a prisão em massa dos seus homens promoveram uma marcha ao longo da principal rodovia costeira do país na quarta-feira para exigir a libertação dos presos, disseram ativistas de direitos humanos.

Forças de segurança, incluindo a polícia secreta, fizeram uma operação em Baida na terça-feira, entrando nas casas e prendendo homens de até 60 anos, afirmaram os ativistas, depois que os moradores da cidade participaram dos protestos sem precedentes contestando o governo de 11 anos do presidente Bashar al-Assad.

As mulheres de Baida marchavam na principal rodovia que segue até a Turquia, cantando palavras de ordem para exigir a libertação de cerca de 350 homens, informou o Observatório para os Direitos Humanos na Síria. “As mulheres de Baida estão na rodovia. Elas querem seus homens de volta,” disse a organização, acrescentando que as mulheres da cidade de Banias, nas proximidades, também marchavam em apoio.

Na cidade de Aleppo, no norte da Síria, cerca de 150 estudantes marcharam num protesto exigindo liberdade política no campus da principal universidade, disseram defensores dos direitos humanos que estão em contato com os estudantes. Funcionários do Partido Baath rapidamente dispersaram os estudantes que cantavam: “Nós sacrificamos nosso sangue e nossa alma por você, Deraa,” em solidariedade à cidade do sul do país onde as manifestações contra a mão de ferro do Partido Baath começaram há três semanas e meia.

Com forte atuação da polícia secreta, oradores pagos pelo Estado dando sermões pró-Assad e os comerciantes sunitas permanecendo nos bastidores, os grandes protestos não chegaram a Damasco nem a Aleppo, evitando assim as grandes massas vistas nos levantes que varreram a Tunísia e o Egito.

Um advogado pró-direitos humanos dissera mais cedo que as forças de segurança haviam detido 200 moradores em Baida, matando duas pessoas. “Eles trouxeram uma equipe de televisão e forçaram os homens que tinham sido presos a gritar ‘Nós sacrificamos o nosso sangue e nossa alma por você, Bashar’, enquanto os filmavam,” disse à Reuters o advogado, que está em contato com os moradores da cidade. “A Síria é o Estado árabe policial por excelência. Mas o regime ainda observa a reação internacional e, assim que perceber que ela enfraqueceu, ele fica mais violento,” disse o advogado, que não quis ser identificado.

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