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Mulheres marcham contra a violência

Mulheres marcham contra a violência

Cerca de 250 pessoas, na sua grande maioria mulheres, aproveitaram o Dia Internacional da Mulher, 8 de Março, para marchar contra a violência, especialmente a que é exercida sobre o sexo feminino.

A iniciativa, organizada pelo Fórum Mulher, contou ainda com o apoio da Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), do Conselho Cristão de Moçambique e de outras organizações ligadas aos direitos humanos e das minorias.

A marcha partiu do circuito de manutenção António Pepinga, na baixa de Maputo, tendo terminado junto ao Conselho Municipal.

Os inúmeros cartazes e faixas empunhados apelavam ao fim à violência contra as mulheres, um problema, segundo os organizadores, muito grave nas sociedades dos países da região “onde os direitos das mulheres são ainda muito espezinhados”, de acordo com uma das participantes. U

ma das faixas sensibilizava sobretudo para a violência contra as mulheres no Zimbabwe, país que está a atravessar uma enorme crise social e política que tem nas mulheres as principais vítimas.

Nas camisetas dos participantes podia ver-se estampada a silhueta de Teresa, uma cidadã moçambicana recentemente falecida vítima de violência perpetrada pelo namorado.

“Nós, como forma de clamar o não à violência e à impunidade, trouxemos para a rua a história da Teresa, unindo-nos às vozes de todo o mundo para dizer não à violência.

Pela igualdade de direitos”, explicou ao @ VERDADE Graça Samo, directora executiva do Fórum Mulher. E acrescentou: “Estamos aqui por três razões fundamentais: solidariedade contra a violência em geral mas particularmente com as mulheres e crianças do Zimbabwe que são os grupos que mais sofrem com conflito político-social que grassa naquele país, unindo-nos a uma campanha da região; a segunda razão é apelarmos para o fim da nossa violência doméstica e para mostrar isso tomámos a Teresa como símbolo da nossa revolta; e a terceira razão é recordar aos nossos parlamentares que temos uma proposta de lei entregue no parlamento à espera de aprovação, de modo a que o crime de violência doméstica seja considerado um crime público.

Que qualquer cidadão moçambicano que acompanhe um caso de violência doméstica seja possível servir-se das instâncias da Justiça para reclamar.

Queremos que a lei contra a violência seja aprovada considerando os princípios nacionais, regionais e internacionais dos direitos humanos e particularmente dos direitos humanos das mulheres”, rematou Samo.

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