Para continuarmos  a fazer jornalismo independente dos políticos e da vontade dos anunciantes o @Verdade passou a ter um preço.

Moçambola: A crise terá um efeito dominó?

Uma equipa que não sabia perder, outra que aprendeu a ganhar. Prevaleceu a força de quem já tinha somado sete pontos em quatro jornadas, o que é o mesmo que dizer que o Ferroviário da Beira saiu por cima do confronto com o Costa do Sol, que tarda em encontrar-se com as vitórias.

Pelo futebol que os canarinhos demonstraram, na Manga, o senhor que se segue, no lugar de João Chissano, tem rever uma equipa que já causou sensação nos recintos desportivos, mas que no presente anda longe do que mostrou na época passada.

Um remate de Tó logo na jogada inicial fazia prever que o Costa do Sol vinha decidido a conquistar o segundo triunfo no campeonato. Os primeiros minutos do encontro, aliás, davam a entender que os canarinhos iam dar muito trabalho a Minguinho e aos restantes dez locomotivas. Só que esta equipa de Alex Alves está muito bem equilibrada e soube responder quase no imediato.

O Costa do Sol chegava com alguma facilidade ao último terço do terreno, pois Rúben, numa tarde em que Josimar não atinava com o jogo, tentou puxar o conjunto azul e amarelo para a frente, mas esbarrou numa defesa organizada e na falta de inspiração dos homens da frente. Aos 20 minutos assistia-se à retoma locomotiva pelos pés de Timbe e foi o dez que atirou à baliza de Abu, dando o mote.

O contágio foi geral, Victor também quis pegar no jogo e serviu Buramo, para um primeiro desperdício do avançado. João Chissano percebeu a quebra do Costa do Sol. Trocou o posicionamento de Josimar e Rúben, assim mudou o losango pelo 4x3x3, à espera que a equipa renascesse. Quem não aguardou para ver foi mesmo o Ferroviário da Beira, que chegou ao golo.

Buramo aquela mania dos pontas-de-lança, de estar no sítio certo à hora certa estreou-se a marcar no Moçambola, com assistência de Timbe na marcação de um canto no lado esquerdo do ataque locomotiva. Só não houve sentença final, no minuto seguinte, porque o mesmo Buramo ainda não anda com a pontaria totalmente afinada e, lá está, após novo livre de Timbe, atirou ao lado.

Ao intervalo, não havia dúvidas de quem estava melhor sobre o relvado da Manga. Buramo merecia e fez Quem tem galões tem de os puxar e foi isso que os canarinhos fizeram na reentrada do jogo. O Costa do Sol apareceu outra vez determinado a chegar ao empate, João Chissano lanço Maurício para dar mais largura a frente de ataque e, numa primeira instância, estava perto de ganhar a aposta. Tó é que atirou ao lado na melhor oportunidade canarinha e as fichas do Costa do Sol quase que se esgotaram aí.

O meio-campo do Ferroviário da Beira retomou as marcações, meteu Rúben e Josimar num colete-de-forças. Nesse período o Ferroviário não só roubou a bola dos canarinhos como Buramo coroou a exibição com um golo. O Costa do Sol tentou sair do colete-de-forças, mas não conseguiu coisa nenhuma, pois os locomotivas contra-atacavam tão bem quanto defendiam. Assim, o Costa do Sol não ganha, o Ferroviário continua invencível na Manga e está com início de época fulgurante, bem lá na parte de cima da tabela.

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Related Posts

error: Content is protected !!