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Moçambique no limite máximo do grupo de países dolarizados

Moçambique está no limite máximo do grupo de países tidos como “moderadamente dolarizados”, no que respeita ao rácio de depósitos bancários em moeda estrangeira, segundo resultados de um estudo sobre o impacto de flutuação da taxa de câmbio na economia moçambicana.

A situação concorre para os residentes pouparem e fazerem empréstimos em moeda estrangeira “e fazem negócios e pagmentos como consumidores igualmente em moeda estrangeira”, explica o documento contendo resultados da pesquisa encomendada pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) e financiada pela Agência dos Estados Unidos da América para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

A pesquisa mostra que os países extremamente dolarizados “têm maiores taxas de câmbio para os preços de produtos e maior volatilidade na taxa de câmbio”, explica Tyler Biggs, consultor norte-americano que esteve à frente do estudo, sublinhando que o facto de Moçambique estar perto do nível superior de dolarização significa que a sua taxa de câmbio para preços tenderá a ser aumentada.

Refere a seguir que a dolarização da economia moçambicana tem vindo a aumentar a taxa de câmbio em bens não comercializáveis e também preços de produtos fixados em moeda estrangeira, fazendo com que os choques da taxa de câmbio se repercutam num conjunto mais amplo de bens do que nas economias não dolarizadas. Biggs sublinha que o elevado grau de dolarização e da taxa de câmbio tem implicações importantes para a política monetária.

Volatilidade da taxa

Por outro lado, de 1995 a 2011, a volatilidade da taxa de câmbio no país aumentou em cerca de 40%, situação apontada como fazendo com que “a volatilidade média de Moçambique seja quase duas vezes maior do que a de países desenvolvidos”, realça o documento, ajuntando que relativamente a países em desenvolvimento “a volatilidade em Moçambique está no nível normal para produtos não combustíveis e produtos primários de exportação que tendem a ter volatilidade mais elevada no mundo”.

Finalmente, Biggs explica que a volatilidade das taxas de câmbio causa dificuldades nos mercados financeiros, capacidade limitada para suportar elevados riscos e, consequentemente, cria o sub-investimento nas actividades das empresas afectadas e mudança de recursos direccionados para produtos menos voláteis.

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