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Registados quarto e quinto casos positivos na Cidade de Maputo que colocam Moçambique na etapa intra-epidémica do covid-19

Registados quarto e quinto casos positivos na Cidade de Maputo que colocam Moçambique na etapa intra-epidémica do covid-19

Foto do Ministério da SaúdeO nosso país passou nesta quarta-feira (25) da etapa epidémica do covid-19 para a etapa intra-epidémica, “onde o aumento de casos é progressivo”, revelou o ministro da Saúde que anunciou o registo de mais dois cidadãos do sexo masculino infectados pelo novo coronavírus na Cidade de Maputo. “Estes novos casos, à semelhança dos anteriores, ou são assintomáticos ou tem sintomatologia ligeira e por essa razão, usando os critérios da OMS, eles estão em isolamento intra-domiciliário”, esclareceu Armindo Tiago que prescreveu, na falta de álcool e gel desinfectante, “a utilização de javel”.

O ministro Armindo Tiago disse a jornalistas que Moçambique está na “fase progressiva” da pandemia do covid-19, que é a terceira etapa do Plano de Contingências do Governo. Existe “uma primeira etapa pré-epidémica, que é aquela onde não temos casos registados da epidemia, depois temos uma etapa epidémica, onde se regista um caso pelo menos de coronavírus, existe uma etapa intra-epidémica, onde o aumento de casos é progressivo e, eventualmente, existe uma quarta etapa que é pós-epidémica que é aquela que nos permite fazer a análise das lições aprendidas com o evento”, explicou.

“Queremos dar a informação que temos a Comissão (Técnico Científica para a Prevenção e Resposta a Pandemia do covid-19) nomeada, já realizou hoje a sua primeira reunião e em princípio já deliberou e recomendou algumas considerações para que o Governo considere”, anunciou também o titular da Saúde indiciando uma terceira comunicação à Nação do Presidente Filipe Nyusi nos próximos dias para, eventualmente, reforçar as medidas de prevenção a pandemia que só nesta quarta-feira (25) matou 2.202 pessoas em todo o mundo, cinco delas no continente africano.

Armindo Tiago actualizou que “até a data foram testados no Instituto Nacional de Saúde 77 casos suspeitos, dos quais dez foram testados nas últimas 24 horas. Dos novos casos suspeitos testados pela Instituto Nacional de Saúde, os dez foram negativos. Entretanto, tendo em conta esta mobilidade para a testagem no sector privado nós temos o registo de dois casos positivos que foram testados no Laboratório Joaquim Chaves, cuja testagem ocorre em Portugal. Por esta razão, nós temos hoje, como resultado desse processo, cinco casos cumulativos de coronavírus em Moçambique”.

Cinco infectados pelo covid-19 em isolamento intra-domiciliário

O ministro da Saúde esclareceu que o seu Pelouro “fez uma avaliação da capacidade e constatou com satisfação que dois laboratórios privados podem fazer testagem usando os métodos recomendados pela Organização Mundial da Saúde”. O @Verdade apurou que existem 27 casos suspeitos testados em laboratórios privados que ainda aguarda os resultados.

De acordo com as autoridade de Saúde o quarto infectado pelo covid-19 em Moçambique é um indivíduo do sexo masculino com mais de 30 anos de idade, de nacionalidade moçambicana, residente na cidade de Maputo, que regressou de Portugal, tendo feito escala na Áustria e Suíça, na primeira quinzena de Março corrente.

O quinto infectado pelo covid-19 é um indivíduo do sexo masculino, com mais de 30 anos de idade, de nacionalidade moçambicana, residente na cidade de Maputo, que retornou de uma viagem à Dubai, tendo feito escala na África do Sul, na primeira quinzena Março corrente.

“Estes novos casos, a semelhança dos anteriores, ou são assintomáticos ou tem sintomatologia ligeira e por essa razão, usando os critérios da OMS, eles estão em isolamento intra-domiciliário”, precisou o ministro Tiago que se escusou a indicar quantos contactos o paciente zero teve mas indicou que para estes cinco casos positivos existe “um cumulativo de 61 contactos que devem ser acompanhados para definir se são contacto directos ou contactos indirectos”.

Existe algum pânico na Cidade de Maputo alimentado com o facto de Eneas Comiche, o paciente zero, ter participado em algumas reuniões, uma delas da Comissão Política do partido Frelimo, antes de ter sido diagnosticado positivo para o novo coronavírus.

Javel substitui o álcool e o gel para desinfectar as mãos

Relativamente aos clamores de Estado de Emergência e encerramento de todas as fronteiras de Moçambique o ministro da Saúde chamou atenção para o facto dos países vizinhos já estarem “a tomar medidas à frente das nossas, como é o caso da África do Sul que já fechou muitas fronteiras, tinha deixado Ressano Garcia mas agora vai fazer o lockdown”.

Foto do Ministério da Saúde“Quanto mais cedo um país tomar medidas que visem diminuição da transmissão da doença melhor, entretanto deve ficar claro que qualquer governo deve analisar o impacto social, económico e de todos os níveis de qualquer seja a medida a ser tomada”, explicou Armindo Tiago.

O titular da Saúde em Moçambique fez ainda uma prescrição preventiva para os cidadãos: “Muita gente reclama que no mercado já não há álcool (nem o gel desinfectante das mãos), as medidas de prevenção que nós devemos adoptar também devem estar em relação com aquilo que é possível e está disponível no nosso mercado e que possa ser usado como material de desinfecção. A utilização de javel, numa concentração que nós vamos providenciar em termos técnicos de preparação fácil e caseira, pode ser uma solução menos onerosa, mas sobretudo mais disponível”.

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