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Moçambicano condenado a 14 anos de prisão por caça furtiva na África do Sul

Um cidadão moçambicano, de 21 anos, foi condenado na quinta-feira da semana passada pelo Tribunal Regional sul-africano de Nelspruit a 14 anos de prisão por prática de caça furtiva no interior do Parque Nacional Kruger, na África do Sul.

Segundo Isbet Erwee, promotora de Justiça sul-africana, o moçambicano Leonard Mhlongo (provavelmente uma corruptela de Leonardo Lhongo) e um parceiro, detidos a 19 de Janeiro, foram sentenciados por matar e extrair os cornos de um rinoceronte preto adulto e sua cria. Segundo a promotora, um terceiro suspeito, de nome Sibiya (em Moçambique proliferam indivíduos de apelido Sibia), que se encontrava na posse de uma arma de fogo usada para o abate dos animais, conseguiu fugir quando aguardava em liberdade provisória.

No depoimento lido em tribunal, Leonard Mhlongo disse que trabalhava em Moçambique onde auferia um ordenado de cerca de 3.500 meticais, pelo que aceitou a proposta feita por um amigo para trabalhar na África do Sul.

“Atravessei ilegalmente a fronteira, na companhia de Sibiya, para o interior do Parque Nacional Kruger, onde nos reunimos com um outro sujeito. Foi nessa altura que me apercebi daquilo que eles queriam que nós fizéssemos”, disse Leonard Mhlongo.

Durante a leitura da sentença, o juiz Edward Hall apelou para que se encontre uma solução para o abate ilegal dos rinocerontes, porque, referiu, se podem extinguir até finais de 2026. “É um problema à escala nacional que nós lemos nos jornais todos os dias. O réu é de Moçambique e o segundo fugiu da caução, o que demonstra a atitude dos caçadores furtivos”, disse, citado pela Agência de Informação de Moçambique.

Para Edward Hall, “entrar ilegalmente no Parque Nacional Kruger com uma arma de fogo é uma atividade criminal premeditada. A cria (do rinoceronte) poderia ter sido salva e viver durante muitas gerações, mas foi abatida juntamente com a sua mãe”. Dados divulgados pelas autoridades sul-africanas indicam que o número de rinocerontes abatidos entre janeiro e agosto do corrente ano ultrapassa em 140 o total dos animais mortos ilegalmente em igual período do ano passado.

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