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Ministro da Saúde empossa membros do COPI

O Ministro moçambicano da Saúde, Alexandre Manguele, empossou esta sexta-feira, em Maputo, os membros do Comité de Peritos para a Imunização (CoPI), acto testemunhado por vários quadros daquele órgão central e representantes dos parceiros de cooperação.

O comité, criado ao abrigo de um diploma ministerial, é um órgão consultivo independente que vai aconselhar técnica e cientificamente o Ministério da Saúde (MISAU), com uma composição multidisciplinar e será constituído por personalidades técnico-científicas moçambicanas de alto nível. “Este comité deverá dar parecer e fazer recomendações sobre como as taxas de cobertura desejadas, para garantirmos a erradicação da poliomielite, a eliminação do sarampo e da doença invasiva, para assegurar que a eliminação do tétano neonatal não sofra contratempos e para o controlo das outras doenças da infância”, disse Manguele.

Segundo o ministro, o comité vai permitir a análise, investigação, estudo de todas as questões e vai formular recomendações para que o MISAU possa se apresentar junto dos organismos internacionais com processos sólidos e técnica e cientificamente válidos. A constituição deste comité (15 membros), segundo o titular da pasta da saúde, acontece no momento oportuno dado que a cada dia surgem no mercado novas vacinas contra doenças de saúde pública, cuja adopção pressupõe a existência de um órgão integrando especialistas para aconselhar o pelouro.

No momento já existem, por exemplo, vacinas seguras contra a pneumonia, meningite pneumocócica e as diarreias por vírus, cuja introdução poderia reduzir drasticamente a mortalidade infantil e das crianças menores de cinco anos, permitindo assim atingir a 4ª Meta, mas devido ao seu custo as crianças moçambicanas ainda não podem dispor delas.

O 4º Objectivo de Desenvolvimento do Milénio preconiza a redução, em dois terços, da mortalidade infantil em crianças menores de cinco anos. “A introdução de todas estas vacinas, mesmo as que já estão disponíveis, é tão desejável, mas enfrenta um grande obstáculo – o seu custo”, lamentou o ministro. Existem organizações internacionais depostas a ajudar nos esforços financeiros à introdução dessas vacinas, mas exigem a constituição de processos técnico-científicos muito bem estabelecidos, com dados detalhados de vigilância epidemiológica das doenças que essas vacinas vêm prevenir.

“Os estudos de custo/eficácia, que muito dificilmente podem ser constituídos e elaborados sem a criação de um comité desta natureza”, disse o ministro. O comité vai, entre outros atribuições, fazer recomendações com vista a melhoria, reforço e a consolidação do Programa Nacional de Vacinação (PAV) e a introdução expedita de novas vacinas que vão salvar vidas e evitar o sofrimento das crianças, adolescentes, mulheres em idade fértil e mesmo aos adultos, em geral.

Moçambique torna-se, desta feita, no terceiro país africano a criar um comité deste género.

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