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Ministro da Justiça ameaça processar a Lusa por divulgação de informações sobre alegada vala comum no centro de Moçambique

O ministro da Justiça’ Assuntos Constitucionais e Religiosos, Isac Chande disse, na sexta-feira (27) passada, que caso não haja provas sobre a alegada existência de valas comum contendo 120 corpos em Gorongosa, na província de Sofala, o Governo vai intentar uma acção judicial contra a Agência Lusa, por ter disseminado tal informação.

Aquele órgão português de comunicação social veiculou que “um grupo de camponeses encontrou” teria encontrado “uma vala comum com mais de cem corpos na zona 76, no posto administrativo de Canda, no distrito de Gorongosa”, onde tem havido confrontos militares entre os guerrilheiros da Renamo e os Forças de Defesa e Segurança (FDS). A notícia foi imediatamente redifundida por outros media, nacionais e internacionais, e correu o mundo como um rastilho de pólvora.

“Em face das investigações levadas a cabo pelas procuradorias provinciais de Sofala e Manica, e pelas autoridades policiais locais, com os técnicos ligados ao sector da Justiça, se se chegar à conclusão de que a informação tinha como objectivo denegrir a imagem do país podemos accionar mecanismos de responsabilização”, disse Isac Chande.

“Pelo trabalho realizado até agora, a notícia da existência da vala contendo corpos humanos não corresponde à verdade”, declarou o governante, ajuntando que “do trabalho que está a ser desenvolvido pelas procuradorias provinciais de Sofala e Manica, envolvendo as autoridades locais e comunidades” serão apurados mais elementos.

Nesta segunda-feira (30), a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade inicia uma visita de campo às províncias de Sofala e Manica para também investigar o que se passou.

Aliás, ainda na semana finda, o vice-ministro do Interior disse àquela comissão que em relação aos 15 corpos achados numa zona entre Manica e Sofala está-se a apurar as circunstâncias em que os mesmos foram parar no local, mas o certo é que não são 13 como avançaram alguns governantes, mas 11.

Por conta da suposta existência de uma vala comum na região indicada, a Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e de Legalidade ouviu, também na semana passada, o delegado da Lusa em Moçambique, Herinque Botiquilha.

Ele explicou que a informação foi dada a conhecer ao seu órgão, na condição de anonimato, pelos camponeses, tendo mais tarde ter sido usada de forma abusiva por alguma imprensa nacional e estrangeira.

Segundo há momentos em que “perdemos o controlo das notícias quando elas são publicadas”. Entretanto, reiteramos que a nossa responsabilidade é de zelar pelas notícias que estão em nossa posse””.

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