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Ministério do Interior pede ajuda a INTERPOL para encontrar assassinos de Gilles Cistac

O Ministério do Interior (MINT) solicitou o apoio da Polícia Internacional (INTERPOL) para integrar as equipas de peritos moçambicanos na investigação criminal para ajudar a identificar e deter os presumíveis assassinos do constitucionalista e docente da Universidade Eduardo Mondlane, Gilles Cistac.

Segundo o Ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, o pedido de ajuda foi extensivo às forças policiais congéneres dos países da região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

“Numa ocorrência tão trágica como esta, que mexe com todas as sensibilidades profissionais da Polícia da região e do mundo inteiro, tivemos que concertar com a INTERPOL e as polícias da região da SADC para nos apoiarem nas investigações. Solicitamos igualmente apoio de todos os quadrantes da sociedade nacional e todos os parceiros internacionais. Temos estado a contar com informações de todo o tipo, e valorizamos isso. Não afunilamos a nossa perseguição apenas a informação inicial avançada logo após a ocorrência criminal, segundo a qual foram quatro os autores do crime. Eventualmente o número possa variar visto que esse número foi avançado inicialmente. As nossas equipas de investigação valorizam todo o tipo de informação que a cada momento aparece. Temos estado a receber informações adicionais e fazemos questão de não as afunilar. Abrimos espaço para todo o conjunto de informações. A investigação deve ser serena, isenta e muito profissional. A serenidade sugere não restringir o raio de investigação” esclareceu o governante, citado pelo jornal Notícias.

Segundo referiu Basílio Monteiro, o assassinato do Prof. Gilles Cistac, tal como de qualquer outro cidadão, constitui um crime grave e um atentado ao direito à vida, valor sagrado devidamente protegido pela Constituição da República de Moçambique. Por essa razão, afirmou, o Governo reitera o seu repúdio e condenação de forma veemente este acto, não apenas por constituir um crime, mas fundamentalmente por colocar em causa a autoridade enquanto garante do direito e protecção à vida de todos os cidadãos.

“Perante este quadro, transmitimos instruções pontuais à Polícia, para através do seu ramo (PIC), conduzir uma investigação serena, muito profissional, de forma a neutralizar os autores deste bárbaro crime. Querermos, por isso, apelar a todos os cidadãos a oferecer a sua rápida colaboração para a célere localização e identificação destes criminosos. Decidimos, igualmente, que a Polícia incremente a sua visibilidade de modo a que um acto como este não volte a acontecer no nosso solo pátrio. Queremos juntarmo-nos aos demais cidadãos expressando os nossos sentimentos de pesar e consternação à família enlutada. A Polícia tudo fará para perseguir e neutralizar os criminosos. Não toleraremos que este tipo de ocorrência volte a acontecer no nosso país” sublinhou Basílio Monteiro.

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