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Militares acusados de violações sexuais na Gorongosa

A população da Casa Banana, no interior da Gorongosa, no centro de Moçambique, denunciou abusos sexuais contra mulheres e crianças por militares governamentais, mantidos na região desde a eclosão do conflito político-militar entre o Governo e o partido Renamo em 2013.

Um ano após a assinatura do Acordo de Cessão de Hostilidades, em vigor desde 5 de Setembro de 2014, homens armados da Renamo e Forças de Defesa e Segurança ? que tem montado várias cancelas na estrada que liga a vila de Gorongosa a Casa Banana – ainda mantêm posições na região, largamente atingido pelos confrontos terminados recentemente.

“As mulheres vão ao rio para tomar banho e os militares entram lá (onde geralmente acontecem as violações)”, acusa Feliz Candeado, citado pela rádio Voz da América, adiantando que as forças estacionadas no cruzamento entre Piro e Casa Banana têm estado a provocar desmandos.

A população disse que os militares – a maioria trajada com a farda da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) – têm entrado nas comunidades e provocado desmandos, ameaçando de tortura ou morte a quem reagir às suas acções.

Muitas vezes, disseram as mesmas fontes à rádio Voz da América, eles violam sexualmente as mulheres quando tomam banho nos riachos.

“São militares do Governo. Quando entram (nos povoados) começam a vingar-se e as pessoas têm medo. Com isso nós não estamos em paz. Basta qualquer discussão, eles correm para o quartel onde pegam armas e querem matar”, revela Feliz Candeado. Ainda segundo aquele cidadão, “quando vão aos rios não pedem licença e as mulheres geralmente tomam banho nuas, e é quando eles se aproveitam da situação”, diz, para concluir, que “muitas vezes violam as nossas filhas”.

Já Baltazar Pita, outro morador de Casa Banana, acusa as forças que se encontram no cruzamento entre Piro e Casa Banana, não distante da povoação do bairro da Pista, de estarem a provocar desmandos.

Não raras vezes, prosseguiu, os militares estatais bebem e não pagam as contas, sob ameaça de prisão ou morte para quem exigir o pagamento. As populações queixam-se de não terem a quem recorrer.

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