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Milésima edição do Diário da Zambézia – Ode a Zambézia

Hoje, precisamente 31 de Março de 2011, o Diário da Zambézia, mais conhecido por DZ, deixa ao estimado leitor a sua edição MIL desde que começou a ser publicada, isto a 25 de Setembro de 2005. É a MILÉSIMA edição no meio de sucessos mas também de muitas picardias. Mesmo assim, fazer MIL edições é uma obra e requer muitas vezes uma enorme paciência. Quando idealizamos o DZ, a linhagem era única. Fazer deste jornal um meio para aqueles zambezianos que não se sentiam noticiáveis nos órgãos públicos por vários factores, fossem os verdadeiros beneficiários deste jornal.

Sim, isso fomos conseguindo, desde a edição ZERO, aquela que “pariu” no restaurante Refeba, onde pessoas como Falume Chabane (editor do Autarca), Rogério Sitóe (director do Jornal Noticiais), Fiorentino Dick Kassotche e Manuel de Araújo (académicos) e outros tantos fizeram tudo para que a Zambézia tivesse um jornal, mesmo que fosse semanal.

Foi um desafio grande, porque naquela altura o desafio era dado a jovens que nunca sequer tinham feito um jornal. Uns vinham das rádios locais, outros nem sequer tinham noção do que era isso de fazer jornalismo. De facto o DZ foi uma escola. Foi um centro de aprendizagem e também de partilha de momentos difíceis na vida dos fazedores.

Quando ao longo da noite, o DZ era distribuído porta a porta e logo de manhã os leitores tinham informação. Era bonito ver jovens comprometidos com a causa da província. Muitos não nos entenderam, aliás até hoje não nos entendem. Uns fazem papel de que são amigos do DZ, mas que na verdade vem pesquisar para depois irem dizer algo ao poder político e governativo. Quantas vezes já fomos parar na barra do tribunal?

Quantas vezes já ouvimos palavras do tipo “vou processar o DZ”. Muitas, mas muitas vezes mesmo. Isso porque, estas pessoas que assim agem, achavam-se intocáveis. Nós adoptamos única coisa no DZ. Cada qual com o seu nome. Aqui, por exemplo, o João é igual a João, o Manuel também é igual a Manuel e o fulano é igual a fulano. O resto não nos importa, por isso estamos aqui na edição MIL.

Ao longo desta caminhada, também tivemos momentos de alegria. A nossa alegria ao longo destas MIL edições veio quando o DZ denunciou através de fontes seguras e bem posicionadas em diversas instituições públicas ou privadas, casos de abuso de poder, roubo de dinheiro e outros tantos casos. Hoje, não podemos nos esquecer que o DZ ainda é pioneira nas iniciativas zambezianas em termos de comunicação social, pena não nos vangloriamos tanto.

Importa lembrar nesta MILÉSIMA edição que já foi editor deste jornal, mas que Deus não lhe deu mais tempo e levou-o a um lugar que não sabemos onde. Estamos a falar do LEKHA NETAH, cuja sua morte criou uma brecha. Dai que neste momento em que falamos de glórias e dores, queremos dizer-te “Oh Lekha, o DZ ainda continua firme e te lembra, por isso até um dia…”. Para terminar, queríamos alertar e apelar aqueles outros que neste momento estão a trabalhar com os diversos seguimentos para acabar com o DZ alegando que este, opõem-se as agendas governamentais, estão enganados, porque o Diário da Zambézia é a voz dos zambezianos.

Alias, o nosso estatuto editorial é claro, INDEPENDÊNCIA e mais nada, por isso, façam o vosso trabalho e aqui faremos o nosso. MIL edições só honram os zambezianos que nunca tiveram voz e nós temos sempre espaço para estes. Agradecimentos vão para aqueles leitores que não se cansam em dar o seu apoio formal assim como informal a este jornal. A todos vocês, dissemos, muito obrigado e façam com que o DZ seja um jornal cada vez mais independente. Estamos juntos até a edição 2000.

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