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Microsoft e Yahoo! anunciam parceria para concorrer com o Google

A Microsoft e o grupo internet Yahoo! anunciaram nesta quarta-feira um acordo de parceria com o objetivo de ampliar sua concorrência com a Google em termos de buscas na internet, e prevendo associar a tecnologia Microsoft à força de venda publicitária do Yahoo!.

A Yahoo!, que havia recusado no ano passado uma oferta de compra de 47,5 bilhões de dólares feita pela Microsoft, não vai receber dinheiro líquido. Em contrapartida, considera que a divisão das receitas previstas deve somar 500 milhões de dólares a seu faturamento anual quando a parceria atingir sua velocidade de cruzeiro, dois anos após sua entrada em vigor: durante os cinco primeiros anos, a Microsoft investirá 88% do faturamento gerado nos sites Yahoo!, enquanto a Yahoo! continuará obtendo as rendas de suas parcerias com outras empresas.

“Este acordo agrega toneladas de valor ao Yahoo!, para nossos usuários e para o setor, e acredito que representa a fundação de uma nova era de inovação e de desenvolvimento na internet”, comentou a diretora-geral do Yahoo!, Carol Bartz, citada em um comunicado comum. Os dois gigantes americanos explicaram que este acordo, submetido à aprovação das autoridades da concorrência, deve ter duração de 10 anos. Ele está relacionado exclusivamente ao serviço de busca na internet e às receitas publicitárias associadas, pois os dois grupos vão manter plena autonomia para todas as suas atividades (sites de informação, emails, anúncios publicitários tradicionais…).

Segundo o site da internet Compete.com, o Google monopolizava em junho 74% das buscas feitas na internet nos Estados Unidos, contra 16% do Yahoo! e 6,5% do Bing, a nova ferramenta de buscas da Microsoft lançada em 1º de junho. A Comscore garantiu 65% da parte do mercado à Google, enquanto o Yahoo!, com 19,6%, parecia estar perdendo usuários para a Microsoft (8,4%).

O presidente da Microsoft, Steve Ballmer, que há meses insistir na necessidade de atingir uma massa crítica suficiente para concorrer com o Google, disse que a parceria permitirá a seu motor Bing “ser mais competitivo, atraindo mais internautas e anunciantes, o que em troca garantiria mais publicidade e resultados de busca mais precisos”.

Do lado da Yahoo!, Bartz afirmou que tem o apoio “unânime” de seu conselho de administração, que estava muito dividido no ano passado ante a oferta de compra da Microsoft. Bartz assumiu as rédeas da empresa em janeiro, após a saída do cofundador Jerry Yang, principal obstáculo para a fusão com a Microsoft. As ações do Yahoo! perdiam 6,97%, cotadas a 16,02 dólares, e a Microsoft ganhava apenas 0,6%, a 23,61 dólares, nas trocas eletrônicas antes da abertura da Bolsa de Nova York.

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