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Michelle diz que a mudança demora, e pede mais 4 anos para Obama

A primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, admitiu, na noite da Terça-feira (4), que a mudança prometida pelo seu marido, o presidente Barack Obama, na campanha eleitoral de 2008 revelou-se difícil, mas pediu aos eleitores que lhe dêem mais quatro anos para poder concertar a economia norte-americana.

“Ele lembra-me que estamos a num longo jogo aqui, e que a mudança é difícil, a mudança é lenta, e ela nunca acontece de uma vez só”, disse ela na Convenção Nacional Democrática em Charlotte, no Estado da Carolina do Norte.

“Mas eventualmente chegamos lá. Sempre chegamos.” A popular primeira-dama foi a principal estrela da primeira noite da convenção, que termina, Quinta-feira (6), com um pronunciamento do próprio Obama, formalizando a sua candidatura para enfrentar o republicano Mitt Romney na eleição de 6 de Novembro.

A disputa está acirrada, e Obama parece vulnerável às investidas do rival por causa da precária situação da economia e do desemprego acima de 8 por cento.

Terça-feira, uma nova pesquisa mostrou que a indústria dos EUA sofreu em Agosto a sua maior contracção em mais de três anos, e que as exportações e a geração de empregos também tiveram queda.

O primeiro dia da convenção buscou retratar a diversidade do apoio ao Partido Democrata, com hispânicos, negros e mulheres representados entre os oradores.

Todos eles atacaram Romney, inclusive a primeira-dama, ainda que de forma indirecta. Há uma semana, a mulher de Romney, Ann, disparou farpas contra o presidente democrata quando foi a sua vez de falar na Convenção Nacional Republicana da Flórida.

“Para Barack, o sucesso não tem tanto a ver com o dinheiro que ganhos, e sim com a diferença que fazes na vida das pessoas”, disse Michelle, numa possível alusão ao passado multimilionário de Romney como executivo de uma firma de investimentos.

Os ataques ao republicano vieram até do além túmulo, na forma de um vídeo em que o falecido senador Ted Kennedy aparece a debater com Romney durante a disputa por uma vaga no Senado pelo Estado de Massachusetts, em 1994.

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, retomou as insinuações de que Romney paga menos impostos do que deveria, um tema recorrente nos últimos meses.

“Mitt Romney diz que devemos acreditar na sua palavra de que ele pagou a sua parte justa? A sua palavra? A confiança vem da transparência, e Mitt Romney fica a dever em ambos.” Mas as mulheres foram as protagonistas da primeira noite, aproveitando a expressiva vantagem dos democratas nesse eleitorado.

“Quando osmeus colegas republicanos realizaram uma audiência sobre o controle da natalidade e recusaram-se a incluir uma só mulher no primeiro painel como depoente, eu perguntei: ‘Onde estão as mulheres?'”, disse Carolyn Maloney, parlamentar por Nova York. “Onde estão as mulheres? As mulheres estão aqui. E estamos a ir reeleger o nosso presidente.”

Os oradores em geral salientaram os sucessos de Obama durante o seu primeiro mandato, da missão que resultou na morte de Osama bin Laden ao resgate da indústria automobilística, mas sempre lembrando aos eleitores das dificuldades que Obama enfrentou no cargo.

“Há quatro anos, a América estava à beira de uma depressão”, disse Julian Castro, prefeito de San Antonio (Texas) e estrela ascendente no partido.

“Apesar das incríveis probabilidades e da oposição republicana unida, o nosso presidente agiu. E agora já vimos 4,5 milhões de novos empregos.”

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