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MIC e MISAU cooperam na educação alimentar e nutricional

Os ministérios da Indústria e Comércio (MIC) e Saúde (MISAU) vão cooperar na educação alimentar e nutricional dos moçambicanos, sobretudo os residentes das zonas rurais. Para o efeito, os dois ministérios, através dos respectivos ministros, António Fernando e Ivo Garrido, assinaram hoje, em Maputo, um memorando de entendimento, no âmbito do projecto cozinha móvel.

Assim, a luz do memorando de entendimento, o MISAU vai apoiar o MIC na formação de pessoal que vai trabalhar nas duas cozinhas móveis que o país possui. As cozinhas móveis precisam de dois nutricionistas, igual número de engenheiros de alimentos e assistentes para as actividades de formação, segundo revelou o director geral adjunto do Instituto Nacional de Pequenas e Médias Empresas, Ernesto Mafumo. “O MISAU pode contribuir na disponibilização de especialistas em nutrição, bem como na realização de análises laboratoriais para apurar as características dos alimentos”, disse Mafumo, acrescentando que “o MIC vai continuar a levar a cozinha móvel aos distritos e localidades para ensinar as pessoas a confeccionar devidamente os alimentos O Ministro

da Saúde disse, na ocasião, que vai trabalhar no sentido de procurar financiamentos para a aquisição de mais cozinhas móveis, de modo que cada província do país tenha pelo menos uma. “Vamos trabalhar mutuamente para aumentar o conhecimento dos moçambicanos e moçambicanas no que tange a nutrição e alimentação. Acreditamos que o factor fundamental para ajudar a melhorar a saúde dos moçambicanos é o conhecimento sobre alimentação e nutrição”, disse. O ministro sublinhou que a saúde de cada moçambicano depende do que cada um come. Ele referiu a regiões ricas no país onde a taxa de malnutrição é elevada, devido ao mau tratamento dos alimentos. “

Cada moçambicano deve estar consciente das questões de saúde e doenças relacionadas com a alimentação. A educação sanitária é importante para que as pessoas melhorem a sua alimentação e nutrição. Melhorar a alimentação dos moçambicanos não passa pelo acesso aos alimentos, mas a forma como se confeccionam estes alimentos”, sublinhou. Por sua vez, o Ministro da Industria e Comércio disse que o ideal seria que Moçambique tivesse 128 cozinhas móveis, a razão de uma para cada distrito, por forma a ensinar as populações a confeccionarem devidamente os alimentos.

 

 

 

 

 

Neste momento, Moçambique possui duas cozinhas móveis doadas pelo Brasil e que estão a ser utilizadas na formação de pessoas nos distritos para confeccionarem os alimentos de forma saudável. Neste momento, as acções de formação decorrem nos distritos da zona sul do país, tendo, a cozinha móvel já escalado os distritos de Namaacha e Boane. Agora 60 pessoas estão a beneficiar de formação no distrito da Moamba, em Maputo. Aos poucos, a cozinha vai chegar a todos os distritos do país, ensinando as pessoas a manusear e processar os alimentos de modo a que ajudem a melhorar a nutrição, sobretudo das crianças. De salientar que uma cozinha móvel custa 98 mil Dólares Norte-americanos.

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