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Membros da Assembleia Municipal censuram informe de Daviz Simango

O informe apresentado ontem pelo Presidente do Conselho Municipal da Cidade da Beira, Daviz Simango, sobre o estado da autarquia, não correspondeu as expectativas dos membros da Assembleia Municipal local, os quais trataram de censurar o documento de 24 páginas.

Na generalidade, o informe destaca visitas realizadas pelo Edil a todos os bairros da Cidade da Beira, destinadas a proceder o levantamento “in-loco” dos principais problemas que afligem os munícipes no seu dia-a-dia, segundo explicou o próprio Daviz Simango. Simango referiu que os principais problemas constatados prendem-se com oportunidades de acesso a emprego, degradação de vários estabelecimentos escolares, sobrecargas nas vias públicas, a necessidade de escoamento natural das águas, a rotura continua da rede de abastecimento de água com maior gravidade nas estradas, a necessidade de reposição de solos nas estradas de terra batida, alargamento da rede de abastecimento de água, a necessidade de assegurar que as valas nas bermas das estradas sejam operacionais, a necessidade de retalhar e construção de novas valas de drenagem, a necessidade de garantir travessia sobre as valas, a necessidade de garantir a segurança pública, o alargamento da iluminação pública, entre outros.

Na opinião dos membros da Assembleia Municipal da Beira, o documento apresentado por Daviz Simango essencialmente peca por não apresentar metas e o grau de cumprimento, o que afasta a possibilidade de se avaliar o nível de desempenho da edilidade. Chico Romão, do PDD, afirmou que o informe não espelha exactamente as realizações constantes do plano de actividades. Na sua opinião, o informe devia apresentar informação sobre o que foi feito no quadro do plano de actividade para o período em análise. Resumiu, afirmando que quase toda informação apresentada suscita inquietações, remetendo melhor juízo para depois da sessão de esclarecimentos, agendada para esta manhã.

Por seu turno, José Cruz, da Renamo, disse categoricamente que não está satisfeito com a informação apresentada pelo Edil da Beira. Explicou que a elaboração do documento não apresenta a estrutura desejada para se fazer o controle do plano de actividades do Conselho Municipal da Beira. “É muito difícil com as informações das actividades que decorreram fazer-se referência àquilo que está planificado” – afirmou, considerando que seria mais fácil se o informe apresentasse a estrutura do plano. Exemplificando, José Cruz disse que se do plano figurava a construção de uma ponteca numa determinada área e se o informe disser que em relação a referida construção já se fez dez ou vinte por cento, facilitava a compreensão e o seu questionamento. “Infelizmente o informe não apresenta esta estrutura, daí não facilita a compreensão” – lamentou.

José Cruz no mandato anterior actuou como forte aliado de Daviz Simango. Na altura era membro da mesa da Assembleia, assumindo a posição de Secretário do órgão. Na sequência dos problemas que ocorreram dentro da Renamo os quais culminaram com a expulsão de Daviz simango do partido, José Cruz manteve fidelidade a “Perdiz”. Questionado pelo nosso jornal se esta se tratava da primeira vez que Daviz Simango apresenta informe sobre o estado da urbe sem a tal estrutura desejada, José Cruz reconheceu que tem sido prática desde do seu primeiro mandato. No entanto, disse que trata-se de uma forma de apresentação que sempre tem sido questionada e a justificação que Daviz Simango tem dado a Assembleia Municipal até agora é de que sempre foi assim, desde do tempo do seu antecessor, nomeadamente Chivavice Muchangage, que tornou-se primeiro autarca da Beira eleito pela Frelimo.

A fonte disse esperar que com as insistências dos membros da Assembleia Municipal o actual Edil, Daviz Simango, possa vir a compreender no sentido de melhorar a sua apresentação das próximas vezes. A sétima sessão ordinária e segunda do ano da Assembleia Municipal da Beira prossegue esta manhã com dois principais pontos em agenda, nomeadamente o debate do informe sobre o estado da autarquia on-em apresentado pelo Presidente do Conselho; e ainda a apresentação da proposta do Conselho Municipal para a primeira revisão do orçamento autárquico de 2010.

De acordo com explicações dadas pelo Presidente da Assembleia Municipal da Beira, Mateus Saíze, a revisão do orçamento decorre da necessidade de adequá-lo a realidade actual, depois da aprovação tardia do Orçamento Geral do Estado (OGE), devido a instalação recente da Assembleia da República, saída das quartas eleições legislativas. No seu discurso de abertura da presente sessão, o Presidente da Assembleia Municipal da Beira repetiu que “queremos consensos nas nossas deliberações para que elas sejam exequíveis e tragam benefícios concretos para as nossas comunidades. A sessão deve terminar amanhã, mas não está claro ainda porque o espaço onde a Assembleia Municipal se reúne terá sido cedido a pedido da Assembleia Provincial de Sofala para a realização do velório do membro daquele órgão, o Brigadeiro Lucas Moisés Machava, que perdeu a vida no último fim-de-semana vitima de acidente de viação.

O Brigadeiro Lucas Moisés Machava antes de ascender a membro da Assembleia Provincial de Sofala, na legislatura municipal anterior era membro da Assembleia Municipal.

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