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Mediadores negam envolvimento no cerco e desarme dos seguranças de Afonso Dhlakama na Beira

Mediadores negam envolvimento no cerco e desarme dos seguranças de Afonso Dhlakama na Beira

Volvidos mais de dois meses de silêncio sepulcral em torno do cerco da casa o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e desarme dos seus seguranças, na manhã de 09 de Outubro passado, na cidade da Beira, província de Sofala, os mediadores do diálogo político entre o Governo e o maior partido da oposição, explicam que, pese embora tenham estado no local posteriormente, não sabiam de nada. “Nós fomos colhidos de surpresa”.

Segundo eles, recebemos chamadas telefónicas dos membros da Renamo e, em seguida, pedido de apoio, “porquanto a residência do seu presidente estava cercada pela Unidade de Intervenção Rápida”.

Foto de Emildo SamboA 02 de Outubro, de acordo com os observadores, os deputados Ivone Soares, Eduardo Namburete, António Muchanga, José Manteigas e Augusto Mateus contactaram-lhe para testemunhar a saída do seu líder das matas de Gorongosa, para onde regressou depois do incidente daquele dia.

Por volta das 15h00 de 08 do mês em questão, efectivou-se o “resgate” de Dhlakama e a equipa regressou à cidade da Beira pouco depois das 22h00. Quando “chegamos na residência do presidente da Renamo demos por missão cumprida de modo que regressássemos para Maputo nas primeiras horas do dia seguinte [09/10/15]”. Contudo, Dhlakama “solicitou que nos encontrássemos no por volta das 11:00h para levarmos uma mensagem ao Presidente da República”.

“O nosso envolvimento directo no dia 09 de Outubro foi resposta do nosso sentido de responsabilidade, apesar de estarmos conscientes dos riscos que corríamos”, disseram os mediadores reiterando que as alegações de conivência e maus-tratos que lhes são atribuídos “não representam verdade, muito menos os valores e responsabilidades que aceitamos durante este processo todo”.

Sobre o seu silêncio depois desses acontecimentos, os observadores alegam que tomar optaram por não fazer pronunciamentos públicos, “apesar de alguma pressão de alguns círculos da sociedade” e desde essa altura, “o nosso envolvimento directo e activo no processo foi mínimo ou quase nulo”.

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