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Autárquicas 2013: MDM marcha contra falhas dos órgãos eleitorais em Nampula

Autárquicas 2013: MDM marcha contra falhas dos órgãos eleitorais em Nampula

Sob forte escolta policial, membros e simpatizantes do Movimento Democrático de Moçambique marcharam este sábado (23) na cidade de Nampula em repúdio contra as falhas verificadas nas eleições autárquicas da última quarta-feira, que ditaram a realização de um novo processo no próximo dia 1 de Dezembro naquele ponto do país.

Com bandeiras do partido, centenas de panfletos e cartazes, a marcha começou no bairro de Muhala-Expansão, na zona de quatro caminhos, e terminou na sede provincial do MDM. Os membros e simpatizantes daquele partido percorreram a Avenida Eduardo Mondlane, a rua 3 de Fevereiro, a praça da liberdade, as avenidas Paulo Samuel Kamkhomba, do trabalho, a rua da Unidade e a da França, enquanto apelavam os citadinos a irem às urnas no dia 1 de Dezembro.

Para o MDM, em Nampula, a vitória era certa, daí que os órgãos eleitorais cometeram os erros propositadamente para “sabotar” o processo. “Dias antes disseram que está tudo a postos para a realização das eleições mas no dia 20 foi detectada aquele problema”. Entretanto, os membros daquele partido dizem que neste momento a dúvida que existe é saber para onde é que os votos já anulados serão levados e para que fim, pois ainda há indícios de que possam ser reutilizados nas próximas eleições, a terem lugar no dia 1 de Dezembro.

O candidato do MDM a edil do município de Nampula, Muhamudo Amurane, explicou que a marcha visava fazer entender aos munícipes e eleitores que não devem cruzar os braços porque a vitória nas eleições do dia 1 de Dezembro depende deles

Por outro lado, Amurane considera que a anulação das eleições do 20 de Novembro constituiu um desrespeito à população de Nampula, pois as irregularidades nos boletins de voto foram detectadas no período da manhã e o Secretariado Técnico de administração Eleitoral (STAE) e a Comissão Provincial de Eleições (CPE) deixaram o processo decorrer normalmente.

“As pessoas deixaram os seus afazeres para participar num processo que por sinal já havia sido viciado e continha irregularidades graves e só depois de tanto sacrifício é que anularam”, disse Amurane. Para Mahamudo, “o partido no poder tem noção do quanto a oposição está a trabalhar para tirar o município das suas mãos e o povo também reconhece que Nampula parou no tempo”.

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