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Matthew McConaughey leva Oscar de melhor actor por “Clube de Compras Dallas”

Matthew McConaughey ganhou o Oscar de melhor actor por seu papel em “Clube de Compras Dallas”, na 86ª cerimónia de entrega do Oscar no Teatro Dolby, em Los Angeles, na madrugada desta segunda-feira (3).

É o primeiro Oscar de McConaughey, de 44 anos, uma vez conhecido principalmente como o belo actor em comédias românticas, como “O Casamento dos Meus Sonhos” e “Como Perder um Homem em 10 Dias”.

“Primeiro, eu quero agradecer a Deus, que é para quem eu olho lá em cima”, disse o actor ao receber o prémio. “Ele enfeitou a minha vida com oportunidades que eu sei que não são da minha mão ou de qualquer outro humano.”

“Seja para o que for que olhemos para cima, o que quer que olhemos à frente e seja lá o que for o que estamos perseguindo, para isso eu digo: ‘Amém’, para isso eu digo: ‘Tudo bem, tudo bem, tudo bem'”, afirmou.

McConaughey, que perdeu 23 quilos para o filme, vive Ron Woodroof, um eletricista e eventual participante de rodeios, cuja vida toma caminhos inesperados ao ser diagnosticado com AIDA, em meados dos anos de 1980, quando a doença era tão mais perigosa e desconhecida.

Machão arrogante e cheio de si, ele logo começa uma batalha contra a indústria farmacêutica. O inimigo de Ron – quase até mais que a doença – será o sistema de saúde e seus meandros. Sempre batendo de frente com seus médicos, o protagonista burla leis, compra AZT roubado (na época, o remédio usado no tratamento).

Quando a médica muda de lado e se torna uma aliada – também por interesses científicos sobre os efeitos da droga -, os dois percebem que altas doses do remédio podem ser mais prejudiciais do que benéficas no controle.

A mudança radical acontece quando Ron cruza a fronteira com o México, onde procura um médico norte-americano expatriado que lhe sugere uma combinação de outras drogas e uma dieta específica para aumentar a imunidade

Em pouco tempo, Ron se torna um tipo de traficante, receitando a mesma combinação a pessoas com Aids – obviamente, ele é o fornecedor das drogas. O negócio é tão lucrativo que, com a ajuda da travesti Rayon (Jared Leto), monta e administra um escritório num quarto de hotel.

Logo uma fila gigantesca se forma, uma evidência do vulto que a epidemia estava a assumir naquela época. O sector do governo responsável pela fiscalização dos medicamentos está a bater na porta de Ron.

E aí que o filme mostra a omissão do Estado que, aliado à indústria farmacêutica, parece mais interessado na burocracia do que na corrida para salvar vidas, sem demonstrar nem ao menos compaixão. Também disputavam o prémio Bruce Dern, por “Nebraska”, Chiwetel Ejiofor, por “12 Anos de Escravidão”, Leonardo DiCaprio, por “O Lobo de Wall Street”, e Christian Bale, por “Trapaça”.

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