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Matriculas: Grandes enchentes na abertura do processo

O processo de matrículas para o ano lectivo 2010, que hoje arrancou em Moçambique, foi marcado por grandes enchentes em algumas escolas nos bairros periféricos da cidade de Maputo, tendo a maioria das vagas disponíveis sido absorvida em mais de metade.

As enchentes que marcaram a abertura do processo nas escolas eram, na maioria dos casos, de pais ou encarregados de educação cujos filhos vão, pela primeira vez, à escola, daí a vontade de ver resolvida a questão da matrícula dos seus educandos, para evitar situações constrangedoras. O Ministério da Educação e Cultura (MEC) abriu, para todo o país, um universo de 26.269 vagas para a primeira classe, número que nalgumas escolas, sobretudo aquelas que se localizam na zona cimento da urbe, não será preenchido pelos novos ingressos com apenas seis anos, idade recomendada por lei para começar a frequentar uma escola.

A Escola Primária Completa do Bairro do Aeroporto “A”, arredores da urbe, tem um total de 300 vagas para a primeira classe no ano lectivo 2010 e até ao início da tarde de hoje tinha matriculado um universo de 119 crianças, que vão frequentar a escola pela primeira vez. Raquel Chuquela, directora da escola, disse estar satisfeita com o ritmo das matrículas e espera ver as vagas completamente absorvidas por crianças com seis anos de idade, porquanto aquele bairro sofre ainda uma forte pressão de vagas.

A escola, segundo Chuquela, vai, no presente ano lectivo, aumentar também o número de turmas para seis contra as quatro com que vinha operando até 2009, mercê de duas novas salas devidamente mobiladas que foram recentemente entregues. O único constrangimento, na óptica da direcção, é o facto de as turmas continuarem com um número de crianças igual a 50 em cada sala de aulas.

A Escola Primária Completa Avenida das FPLM, no bairro da Maxaquene, por exemplo, tem um total de 350 vagas e até ao início da tarde de hoje tinha matriculado cerca de 200 crianças com seis anos de idade. O director desta escola, Amílcar Bata, disse, porém, que as grandes enchentes registadas na abertura poderão reduzir drasticamente a partir de terçafeira, uma vez que a zona não sofre grande pressão.

O remanescente, segundo Bata, servirá para absorver crianças nascidas nos anos 2003/ 2002 com sete a oito anos, mas que por várias razões não ingressaram logo que completaram os seis anos de idade. Na Escola Primária Sete de Setembro, situada na zona cimento da cidade, a situação é bem diferente, não só a avaliar pelo reduzido número de vagas oferecidas (100 vagas), mas os pais ou encarregados de educação podem até escolher onde matricular os seus educandos.

Aliás, basta referir que no primeiro dia do processo de matrículas apenas 35 vagas tinham sido ocupadas até ao início da tarde, não se esperando mudanças visíveis no cenário actual, segundo o director da escola, Armando General.

A zona cimento, segundo a fonte, já não tem problemas de vagas para novos ingressos sobretudo para a primeira classe, porquanto as escolas públicas estão em número igual ao das privadas que também leccionam o mesmo nível de ensino.

Em relação a sexta classe, que vai absorver os graduados da quinta classe, algumas escolas, como é o caso da Avenida das FPLM, não arrancaram com o processo porque aguardam as listas de afectação dos graduados do Ensino Primário do Primeiro Grau (EP1), que estão a ser elaboradas pelas Direcções Distrais da Educação.

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