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Metro de superfície poderá operar a partir de 2013 em Maputo

As primeiras carreiras de metro de superfície e autocarros eléctricos, ligando as cidades de Maputo, Matola e o distrito de Marracuene, Sul de Moçambique, poderão operar a partir dos finais de 2013, caso o Governo valide o estudo de viabilidade apresentado, Sábado último, em Maputo, por uma firma italiana.

O estudo prevê a construção e operacionalização de uma rede de metros e autocarros eléctricos, bem como a instalação de um sistema “intermodal” de transporte que incluirá autocarros, viaturas pessoais e parques de estacionamento nos pontos de tomada e/ou largada de cada um dos meios.

De acordo com o estudo que vinha sendo elaborado desde Março passado pela firma SALCEF, o sistema completar-se-á em 2026 mas, na primeira fase estará activa uma rede básica de metros e autocarros eléctricos ligando várias zonas dos municípios da Matola e Maputo, bem como o distrito de Marracuene.

Até 2026, toda a malha nestas três áreas estaria já operacional, sendo que, nessa fase, os utentes já passariam a dispor de parques de estacionamento, nos quais deixariam as suas viaturas particulares e tomar um metro e/ou eléctrico para qualquer ponto da Matola, Maputo e Marracuene, segundo escreve, Segunda-feira, o matutino “Notícias”.

O estudo foi elaborado com base nos projectos dos dois municípios e nos dados actuais e previsões de escoamento de carga e passageiros ao longo das linhas férreas existentes, considerando se que a pretensão é usar as mesmas infra-estruturas e construir outras apenas para reforçar e adequa-las ao novo cenário.

O Governo, na ocasião representado pelo Ministro dos Transportes e Comunicações, Paulo Zucula, congratulou a apresentação e garantiu pronunciar-se sobre mais detalhes depois de sensivelmente uma semana.

O Executivo precisa de dizer se o estudo de viabilidade da SALCEF responde ou não às necessidades da Matola, Maputo e Marracuene, no que tange ao transporte de passageiros, para que as partes voltem à mesa para analisar todas as questões financeiras relativas a este projecto.

Para a primeira fase, a firma italiana estima que sejam necessários cerca de 955 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 40 por cento serão destinados a aquisição de material rolante, sistemas de gestão do tráfego e de segurança das operações, considerando que várias composições transitarão pelas mesmas linhas.

Os custos são apontados como baixos, comparativamente ao que seria necessário numa zona do país sem as actuais infraestruturas ferroviárias existentes no raio da Matola, Maputo e Marracuene.

Das simulações feitas, até 2050 um utente que queira viajar para diversos pontos de Matola, Maputo e Marracuene pagaria apenas 50 meticais (cerca de Um dólar e Sete cêntimos) por um bilhete único.

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