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Maputo/Catembe: pontão desaba e afunda batelão

A ponte cais que se situa do lado da zona Baixa da cidade de Maputo, na Baia também de Maputo, desabou no final da tarde de quarta-feira, afundando o respectivo batelão de acesso aos barcos.

Com este facto, a travessia de e para o distrito municipal da Catembe, do outro lado da Baia de Maputo, ficou interrompida, pelo menos a partir da ponte-cais de Maputo, afectando muito mais do que mil cidadãos que diariamente usam aquela via para cumprirem com as suas obrigações sociais e económicas, de ambos os lados. Deste modo, não há condições para a atracagem dos dois “ferry-boats” agora em uso para a ligação baixa da cidade de Maputo/distrito da Catembe, nomeadamente “Bagamoyo” e “Mpfumo”, nem mesmo para os pequenos barcos.

A destruição do pontão e o consequente afundamento do batelão deram-se logo após a saída de um “ferry-boat” com destino à Catembe, por volta das 17 horas locais, uma hora de intenso movimento de travessia de uma margem para outra, tanto de cidadãos, como de viaturas. A edição de quinta-feira do matutino “Noticias” reporta que o cenário gerou pânico entre os cidadãos que pretendiam atravessar a baía, principalmente nos que se encontravam do lado da baixa da cidade de Maputo, na medida em que viam, mais do que ninguém, de que por aquela infraestrutura não voltariam para casa.

A maioria murmurava questionando que “porquê não reabilitaram aquele pontão, e porquê o deixaram apodrecer daquele jeito”. Ernesto Nhambe, Administrador da Transmarítima, empresa que opera o serviço público de travessia, juntou-se ao “choro” dos utentes, afirmando que o pontão era antigo demais e já clamava por reabilitação há anos. Ele acrescentou estarem em curso esforços a nível do Ministério dos Transportes e Comunicações (MTC) para a substituição daquela infra-estrutura, mas o processo estava parado por razões desconhecidas.

Nhambe iniciou contactos no sentido de se mobilizar o “Nyelete”, a embarcação que liga a baixa da capital à Ilha da Inhaca, para navegar de e para a Catembe, uma vez que, contrariamente ao “Bagamoyo” e “Mpfumo”, pode atracar no porto de Maputo. Contudo, aquele barco não transporta viaturas. Ainda não há nenhuma indicação de quando é que este dano vai ser reparado para que a travessia seja normalizada.

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