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Maputo: via alternativa entregue em Março

As obras de construção da nova estrada ligando o bairro de Inhagóia e a Avenida de Angola, via Base Aérea, na cidade de Maputo, estão atrasadas, mas se prevê que, até Março próximo, estejam concluídas e transitável.

Trata-se de um troço de 2.7 quilómetros que surge como parte das acções do Governo moçambicano, bem como da edilidade de Maputo, com vista a melhorar o fluxo de viaturas que entram à Capital do país e vice-versa.

A mesma devia ser entregue em Dezembro do ano passado. Esta via servirá como alternativa durante a reabilitação do troço Jardim/ Benfica, na Estrada Nacional Número Um (EN1), principal eixo de ligação entre a cidade de Maputo e as regiões centro e norte de Moçambique.

Na verdade, as obras estão na sua fase derradeira, faltando apenas os últimos detalhes, como sinalização vertical e horizontal, entre outros. Segundo o Director do Projecto na Administração Nacional de Estradas (ANE), Ismael Sulemane, a parte que diz respeito à infra-estrutura em si foi concluída este mês.

Falando, terça-feira, a jornalistas, em Maputo, durante uma visita à obra, Sulemane referiu que a estrada ainda não está pronta para ser entregue, uma vez que os sinais verticais ainda não chegaram ao país.

O interlocutor explicou que a vandalização de juntas de dilatação (constituída de borracha), ao longo do troço, que será constituído de betão (com 200 metros), é que impede a abertura da via aos utentes.

“Para importar as juntas da África do Sul, precisamos, no mínimo, de quatro semanas e pensamos que na primeira semana de Março a via esteja transitável. Ao todo foram retirados 55 juntas de 3.7 metros cada”, disse.

“O nosso plano inicial era de abrir a via em finais de Dezembro de 2010, mas devido as chuvas que caiaram em finais de Novembro de Dezembro tivemos que adiar a betonagem, que exige 28 dias para atingir o ponto. Assim, era impossível abrir a via em Dezembro”, acrescentou.

A estrada terá dois sentidos e o tráfego será regulado por semáforos nos dois extremos da via. Para evitar estrangulamento do tráfego no entroncamento das duas vias, por ser numa curva, será construída uma rotunda.

As obras, avaliadas em 100 milhões de meticais (cerca de 3.1 milhões de dólares norte-americanos), estão a ser executadas pela construtora CMC Africa Austral. De referir que aquela estrada não é a única via alternativa para a reabilitação do troço Jardim/Benfica da EN1.

A ANE tem ainda uma série de outras rodovias que, entretanto, ainda não estão em obras, esperando-se que haja máquinas a trabalhar nelas a qualquer momento.

Entre outras vias identificadas para descongestionar a EN1 durante as obras consta a chamada Rua de Mulaúze, que parte das imediações da empresa Cervejas de Moçambique (CDM), na parte baixa do bairro 25 de Junho, ligando à parte alta, através da chamada zona do “Chapa Xai-Xai”.

A segunda faixa da Av. Joaquim Chissano, já em utilização, bem como a via que liga o Grande Maputo e a EN1, passando pelos bairros Laulane e Magoanine, vulgo “CMC”, são outras possibilidades.

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